Crítico dos juros nos EUA, Trump acusa dirigentes do Fed de quererem 'ver o país ir mal'
Donald Trump fala com jornalistas na Casa Branca Jonathan Ernst/Reuters O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (7) que dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) "gostariam de ver o país ir mal".
A declaração foi dada após ser questionado por um repórter sobre as taxas de financiamento imobiliário, que seguem elevadas nos EUA. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia As taxas das hipotecas costumam ser influenciadas pelo nível dos juros na economia americana.
Na semana passada, a taxa dos financiamentos imobiliários de 30 anos atingiu o maior patamar em quase três anos.
Trump fez elogios ao presidente do Fed, Kevin Warsh, indicado por ele para comandar o banco central americano, mas afirmou que os demais integrantes do conselho da instituição "gostariam de ver o país ir mal, na minha opinião, porque acho que os juros deveriam cair".
Agora no g1 Ao lado de Trump no Salão Oval, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, atribuiu a inflação elevada ao que chamou de "choque de energia".
"Assim que estivermos do outro lado desse conflito com o Irã, o mercado de energia estará bem abastecido e caminharemos em direção à meta do Fed.
As taxas de hipoteca e os rendimentos dos Treasuries de 10 anos voltarão a cair", afirmou.
Sob Warsh, Fed elevou juros pela 1ª vez em mais de 3 anos No mês passado, o banco central dos EUA elevou a taxa de juros do país em 0,25 ponto percentual, para a faixa de 3,75% a 4% ao ano.
Foi a primeira alta desde julho de 2023.
O movimento interrompeu uma sequência de cinco reuniões consecutivas com juros inalterados.
A medida foi influenciada, entre outros fatores, pela disparada do preço do petróleo em meio ao aumento das tensões no Oriente Médio, o que reforçou as preocupações do Fed com a inflação.
Em comunicado, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) afirmou que a atividade econômica dos EUA seguia se expandindo em ritmo sólido e que "os gastos domésticos têm se mostrado resilientes", apesar do cenário de incerteza elevada causada por "acontecimentos geopolíticos".
Segundo o comitê, a decisão de elevar a taxa básica de juros dos EUA considera o duplo mandato do Fed: controlar a inflação e promover o máximo emprego.
Enquanto isso, novas projeções apontaram que a maioria dos integrantes do Fed esperava pelo menos mais uma alta de 0,25 ponto em 2026.
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