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Borges: Eleição de fenômenos digitais mostrou que ter seguidor não basta

UOL Notícias ·
Borges: Eleição de fenômenos digitais mostrou que ter seguidor não basta

Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× O desempenho de influenciadores na eleição mostrou que "ter um monte de seguidores" já não garante vitória nas urnas, avaliou o colunista Alexandre Borges no UOL News - 2ª edição , do Canal UOL.

Ao comentar a presença de nativos digitais na política e a diferença entre as disputas atuais e 2018, Borges disse que viu candidatos com grande alcance nas redes que não conseguiram se eleger e apontou uma "fase 2.0" das campanhas.

Em 2026 foi diferente. Eu vi muita gente que era influenciador e tinha um monte de seguidores e não foi eleito. Houve um afunilamento. Vemos muitos casos bem-sucedidos, mas houve uma quantidade de influenciadores que tentaram cargo eletivo, alguns com até mais de um milhão de seguidores, mas que não conseguiram se eleger. Alexandre Borges, colunista do UOL

Para ele, a presença digital segue importante, mas perdeu o status de "fator único" para transformar popularidade em voto. Borges disse que, além de produzir conteúdo e falar direto com o eleitor, o candidato precisa de campanha estruturada.

Já não basta mais você ter um monte de seguidor. E isso até é bom falar para muita gente que às vezes se iludiu nessa eleição. 'Ah, eu tenho um monte de seguidor, eu vou ser candidato'. Muita gente não se elegeu. Alexandre Borges, colunista do UOL

Borges citou que campanhas bem-sucedidas combinaram alcance nas redes com elementos tradicionais, como ações de rua e reuniões com eleitores. Ele disse ter observado "campanhas muito profissionais e muito estruturadas" em nomes que se elegeram.

Você também tem que ter uma campanha profissional, e tanto a Ana Elisa, em Minas Gerais, quanto o Pavanato e a Eduarda Campopiano em São Paulo, tiveram campanhas muito profissionais e muito estruturadas.

Além de serem influenciadores com muitos seguidores, como vários outros que não foram eleitos, eles também incorporaram alguns elementos de campanha tradicional, de ação de rua, de reunião com eleitores. Alexandre Borges, colunista do UOL

Na análise, o casamento entre "nova e velha política" ganhou peso, com a experiência de estruturas partidárias ajudando a converter audiência em apoio eleitoral. Borges disse que esse arranjo também explica a força de campanhas com organização e método.

Hoje, como as coisas estão em 2026, você precisa disso, mas também de uma estruturação muito profissional de lógica de campanha, o que esses profissionais da velha política, como o Valdemar, têm muito a agregar.

Hoje é esse casamento. É da nova e velha política. Hoje você tem o nativo digital, mas o pessoal tradicional da política também tem ajudado muito para transformar seguidor em eleitor. Alexandre Borges, colunista do UOL

Sendo muito sincero, essas decisões terão um efeito zero, porque ele é fugitivo da Justiça e está nos Estados Unidos. Se o irmão dele {flávio] ganhar [a eleição presidencial], vai entrar no 'liberou geral'. Beto Vasques, cientista político

O UOL News vai ao ar de segunda a sexta-feira em duas edições: às 10h, com apresentação de Fabíola Cidral, e às 16h, com Diego Sarza.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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