Neymar quebrou regra ao tampar a boca, diz PVC: 'Falta de informação'
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Neymar descumpriu uma regra que proíbe tampar a boca em discussões com adversários e foi expulso por isso, disse Paulo Vinícius Coelho no De Primeira , do Canal UOL.
PVC explicou que a norma nasceu de um caso de racismo contra Vini Jr., mas passou a valer "para todos os casos" e não depende do conteúdo da fala.
A legislação, a lei Vinícius Júnior, como o Bruno explicou, ela foi criada por causa de um episódio de racismo. E ela foi criada para impedir racismo, homofobia. Mas a partir do momento em que você cria uma legislação ela passa a valer para todos os casos. Ou seja, ela existe a partir de um episódio de racismo criada para coibir racismo. E a partir do momento em que ela é criada, ela determina o quê? Que você não pode tampar a boca, porque se você tampar a boca eu não posso saber se você está desferindo uma ofensa racista ou não. Então, o que determina a lei? Para que a lei seja igual para todos, ela determina que você não pode tampar a boca. Paulo Vinícius Coelho
Depois da expulsão, Neymar foi às redes sociais e disse que a regra "é uma lei criada contra o racismo" e que o adversário teria usado a situação "pra se beneficiar no jogo", embora tenha reconhecido troca de provocações durante a partida com Rodrigo Nestor.
Eu acho que é muito sério. Sério por quê? Porque é uma lei criada contra o racismo. E ele quis se beneficiar no jogo por um ato que eu botei a mão na boca e nem cheguei a falar nada pra ele. Obviamente a gente tava se xingando, um trocando farpas com o outro ali, e tá tudo certo, é do futebol. Só que o que ele fez eu acho muito sério. É muito sério, porque eu tava ali no meio de campo e a gente tava brincando e discutindo e tal. E ele usou isso pra se beneficiar no jogo. Só que é muito sério, mano. Isso é uma lei criada por um racismo. Como é que ele pode fazer essas coisas? É algo surreal. Eu tô muito triste com o que aconteceu, porque ele foi muito safado, velho. Neymar
PVC ressaltou que a expulsão não significa acusação de racismo, mas o enquadramento em uma regra que impede o gesto justamente para evitar que uma ofensa não seja identificada. "O Neymar parte de uma falta de informação dele", comentou.
Joanna de Assis reforçou que o argumento do jogador "é errado" ao se prender ao tema do racismo, porque a regra existe para proteger contra ofensas que a câmera não consegue identificar.
Então o Neymar, quando ele põe a mão na boca, ele assumiu o risco, porque já existia no histórico do jogo um confronto verbal, inclusive, entre o Nestor e ele. Então, ali não tinha outra, e aliando bem tecnicamente a atuação do árbitro, não tinha outra opção a não ser a expulsão. A gente pode debater a regra, a gente pode debater aplicação da regra, mas se a regra existe para defender um jogador de uma ofensa, e seja ela uma ofensa racista, xenofóbica, homofóbica, enfim, tem uma série de ofensas que a gente pode colocar, se ela existe para proteger um jogador desse tipo de situação, colocar a mão na boca ali, porque o Neymar estava conversando sem a mão na boca, quando ele coloca ele assume o risco de ser expulso.
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