Chile transfere 687 condenados para presídio de segurança máxima
Operação batizada de “Cancerbero” moveu detentos ligados a facções criminosas para nova unidade penitenciária em Talca
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR As forças de segurança do Chile concluíram na quinta-feira, 13, a transferência de 687 detentos classificados como de alta periculosidade para o presídio La Laguna , em Talca, cidade situada a 260 km ao sul de Santiago.
Entre os transportados estão líderes de organizações criminosas como o Trem de Aragua e a máfia albanesa. A ação, chamada “Operação Cancerbero” , contou com apoio dos Carabineiros e da Polícia de Investigações (PDI) e foi acompanhada pelo presidente José Antonio Kast , que classificou o dia como histórico.
O deslocamento dos presos partiu do Centro de Justiça em Santiago com escolta policial e foi exibido em tempo real pelas autoridades , com imagens captadas por helicópteros de vigilância e “trilha sonora” da banda Metallica .
Durante a operação, Kast defendeu mudanças legislativas para reforçar o controle dentro do sistema prisional: “O nível de superlotação hoje ultrapassa todos os limites, e isso exige uma forma eficaz de enfrentá-lo”.
O presidente pediu aos parlamentares que avancem na implementação da Agenda Contra o Crime Organizado e o Terrorismo .
De acordo com o Infobae , o ministro da Segurança, Martín Arrau , reforçou o discurso de retomada de autoridade nas unidades prisionais. “Os líderes criminosos não vão transformar as prisões em seus escritórios, nem continuar dando ordens a partir de uma cela. Nas prisões manda o Estado, não os criminosos” , afirmou.
Segundo dados oficiais citados no material, o Chile tem hoje cerca de 65 mil presos , número recorde no país, distribuídos em um sistema com capacidade para 42 mil vagas. Um levantamento de 2024 apontou a atuação de ao menos 600 facções a partir do interior das prisões chilenas.
Inaugurado em 2025, ainda na gestão do ex-presidente Gabriel Boric , o presídio La Laguna ocupa área superior a 63,5 mil metros quadrados, dividida em 14 módulos, com capacidade para 2.320 detentos.
A unidade fica a cerca de 10 km do centro de Talca e passará a operar com bloqueio de sinal telefônico , uso obrigatório de uniforme, proibição de recebimento de encomendas e visitas restritas a falatórios.
A divulgação ampla da operação, no entanto, motivou críticas de setores da oposição , que classificaram a iniciativa como uma “atuação ao estilo Bukele” , em referência às políticas de segurança adotadas em El Salvador .
O senador Diego Ibáñez chegou a afirmar que “o Chile não é El Salvador” , enquanto o senador Juan Luis Castro questionou a falta de aviso prévio às autoridades locais de Talca sobre a movimentação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.