Apesar da redução da distância, por que Lula tem dificuldades para virar a disputa contra Flávio nas pesquisas
A recuperação de Lula no segundo turno ainda não foi suficiente para colocá-lo numericamente à frente de Flávio Bolsonaro , apesar das medidas anunciadas pelo governo.
Na avaliação do editor de Política José Benedito da Silva, a resistência à mudança de voto ajuda a explicar a dificuldade do presidente para reverter a desvantagem, embora a disputa permaneça aberta a quatro dias da eleição (este texto é um resumo do vídeo acima) .
“A subida de Lula não se concretizou até agora em um empate numérico e nem uma virada”, afirmou o jornalista no Ponto de Vista desta quarta-feira, 21, apresentado por Laísa Dall’Agnol.
Para ele, o equilíbrio entre os candidatos mantém a possibilidade de mudança, mas também aumenta o peso de eventuais erros na reta final.
Lula x Flávio: surpresas e reviravoltas da corrida eleitoral O que mostra a pesquisa Meio/Ideia ? Divulgado nesta quarta-feira, o levantamento apresentado no programa registra Flávio com 51,1%, contra 48,9% de Lula — uma diferença de 2,2 pontos percentuais.
Na rejeição, o presidente aparece com 47,7%, enquanto o candidato do PL tem 46,5%.
A pesquisa ouviu 1.500 eleitores em todo o Brasil entre 15 e 19 de outubro.
A margem de erro informada é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Ao comentar os números e os demais levantamentos da semana, José Benedito ressaltou: “É uma disputa totalmente aberta”.
Continua após a publicidade Por que as medidas do governo não garantiram a virada? Segundo o editor, Lula recorreu aos instrumentos disponíveis no governo para tentar alterar a disposição do eleitorado.
José Benedito citou a sequência de anúncios de medidas e o uso da máquina pública como componentes dessa estratégia, mas avaliou que o retorno eleitoral tem sido limitado.
Embora reconheça a redução da distância entre os adversários, o jornalista afirmou que qualquer movimentação ocorre “a muito custo”.
Na interpretação dele, a aproximação que animou os apoiadores petistas no início do segundo turno ainda não produziu a mudança de posição esperada nas pesquisas.
O eleitorado ainda pode mudar de voto? Para José Benedito, os resultados sugerem um eleitorado “muito cristalizado”, com escolhas consolidadas e pouco espaço para alterações.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.