Cuidar é direito e responsabilidade do Estado
Quando mulheres negras, trabalhadoras, periféricas, mães e cuidadoras ocupam espaços de poder, aquilo que durante décadas foi tratado como problema privado passa a ser reconhecido como responsabilidade pública.
É isso que estamos fazendo ao colocar a economia do cuidado no centro do debate político e econômico brasileiro.
Cuidar de crianças, idosos, pessoas com deficiência e familiares sempre foi colocado, sobretudo, sobre os ombros das mulheres.
E, dentro dessa desigualdade, são as mulheres negras e pobres que carregam uma parcela ainda maior da sobrecarga.
O cuidado, porém, não é uma obrigação natural das mulheres.
É trabalho.
Produz valor, sustenta famílias, permite que outras pessoas trabalhem e mantém a sociedade funcionando.
Por isso, cuidado é direito.
E precisa ser responsabilidade do Estado.
Tenho orgulho de participar da construção dessa agenda.
No governo do presidente Lula, ajudamos a transformar uma reivindicação histórica dos movimentos de mulheres em política pública.
A Política Nacional de Cuidados reconhece o direito de cuidar, de ser cuidado e ao autocuidado e estabelece a corresponsabilidade entre Estado, famílias, sociedade e setor privado.
Um exemplo que me orgulha especialmente são as Cuidotecas inspiradas no projeto Espaço Coruja, de Marielle Franco.
A primeira experiência foi criada na Universidade Federal Fluminense, em Niterói, e essa ideia ganhou escala nacional.
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