Governo do Rio e BNDES firmam acordo para negociar dívida de R$ 8 bilhões
O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, e o governador interino do Rio, o desembargador Ricardo Couto, anunciaram, nesta sexta-feira (21) um acordo para renegociar uma dívida de R$ 8 bilhões do Estado com o banco de fomento.
O passivo fluminense é composto por um financiamento de R$ 6,1 bilhões para a Linha 4 do metrô , construída para os Jogos Olímpicos de 2016, e de R$ 1,9 bilhões para a Supervia, antiga concessionária de trens urbanos, informou Mercadante.
O entendimento foi anunciado em coletiva no Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ), no centro do Rio, nesta sexta-feira.
De acordo com o presidente do BNDES, o serviço da dívida custa cerca de R$ 600 milhões ao Estado anualmente.
Leia Mais Governo Lula manteve relação com EUA em alto nível, diz José Pimenta Durigan: vamos apertar o arcabouço fiscal para ajudar na política monetária BB anuncia parceria com iFood para ampliar crédito do Move Brasil Motos Com o acordo, disse, o Tesouro estadual vai economizar cerca de R$ 242 milhões ao ano.
O prazo dos financiamentos também será prolongado.
“Vamos prorrogar o prazo e reduzir as prestações.
Com isso, o BNDES resolve esse passivo, continuamos com o financiamento e liberamos o Estado para novos projetos”, afirmou a jornalistas.
Segundo Mercadante, o acerto era fundamental para que o Estado desse início à adesão ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag).
O Estado do Rio de Janeiro formalizou a entrada no Propag em junho.
O programa, que substitui o antigo Regime de Recuperação Fiscal (RRF), reduziu as parcelas mensais da dívida com a União.
“Resolvendo isso, o Propag está equacionado.
Tem uma formalização para a Fazenda, mas já demos um passo fundamental para o Estado recuperar as suas condições de financiamento.” Na terça-feira, 18, o governador interino se reuniu com o ministro da Fazenda , Dario Durigan, em Brasília, para discutir a reestruturação de cerca de R$ 26 bilhões em dívidas com instituições financeiras.
“Estamos cumprindo hoje com aquilo que foi dito essa semana, exatamente para propiciar o cumprimento dos termos do Propag”, afirmou Couto.
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