Tesouro Direto: taxas de curto prazo sobem forte em dia de decisão do Fed
As taxas dos títulos de prazo mais curto do Tesouro Direto abriram em alta nesta quarta-feira (28), enquanto as dos vencimentos mais longos ficaram praticamente estáveis, em dia de decisão de juros do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).
O Tesouro Prefixado 2029 passou de 14,79% ao ano no fechamento de terça-feira (27) para 14,88%, alta de 9 pontos-base.
Entre os títulos atrelados à inflação , o Tesouro IPCA+ 2032 também subiu 9 pontos-base, de IPCA + 7,78% para IPCA + 7,87%.
Com isso, a taxa voltou a superar os IPCA + 7,80% do fechamento de segunda-feira (26), primeiro pregão após a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Nos demais vencimentos, as variações foram pequenas.
O Prefixado 2032 subiu 2 pontos-base, para 15,08%, e o Prefixado com Juros Semestrais 2037, 1 ponto-base, para 14,87%.
Os IPCA+ mais longos variaram entre queda de 3 pontos-base e estabilidade.
O IPCA+ 2050 passou de IPCA + 7,18% para IPCA + 7,16%, e o IPCA+ com Juros Semestrais 2060 ficou em IPCA + 7,34%.
O movimento vem depois de dois pregões de forte oscilação.
Na segunda, os prefixados tiveram a maior alta diária da série histórica .
Na terça, devolveram parte do avanço , enquanto os IPCA+ longos voltaram a subir e fecharam acima dos níveis de antes do primeiro turno, em dia de nova recompra do Tesouro Nacional.
O mercado segue à espera de sinais sobre a equipe econômica do quarto mandato de Lula.
Na segunda à noite, o presidente se reuniu com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e com o ministro do Planejamento, Bruno Moretti, para tratar da política fiscal e da composição da equipe, sem anúncio de decisões.
Segundo jornais, o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) estão entre os cotados para a Fazenda.
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