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Escandinávia x Fifa: Dinamarca, Finlândia e Suécia pedem proteção à “alma do futebol”

Máquina do Esporte ·

As Federações de Futebol da Dinamarca, Finlândia e Suécia enviaram uma carta a Glenn Micallef, comissário da União Europeia (UE) para Juventude, Cultura e Esporte, na qual pediram proteção à “alma do futebol” e demonstraram “séria preocupação” com a tentativa do presidente da Fifa , Gianni Infantino , de vender os direitos da Copa do Mundo para uma empresa financiada por capital privado, no projeto batizado de Fifa Forward Enterprise (FFE), que acabou sendo abandonado quatro dias após ser anunciado.

A ideia era ceder 21% dos direitos comerciais do futebol a um grupo de investidores ligados à família de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos.

Na carta, as três federações pedem “uma discussão europeia mais ampla sobre a futura governança do futebol internacional” e propõem “uma coordenação mais estreita entre o futebol europeu e os formuladores de políticas da UE”, destacando que a proteção do modelo esportivo europeu está no centro das preocupações.

“É nossa responsabilidade proteger esse modelo quando decisões em nível internacional correm o risco de enfraquecer a confiança nas instituições que governam o nosso esporte.

Isso continua sendo uma prioridade para nós, e esperamos discutir o assunto novamente em nossa próxima reunião nórdica, na Groenlândia, em 2027”, afirma a carta.

O manifesto também salienta que, em todos os países nórdicos (Noruega e Groenlândia não são membros da UE), surgiram preocupações sobre governança, transparência e os processos de tomada de decisão da Fifa, motivadas pela ideia de instauração do FFE.

Para Dinamarca, Finlândia e Suécia, a perspectiva de investidores privados adquirirem participações nos direitos comerciais da Fifa levanta “questões fundamentais sobre quem, em última análise, controla o futuro do futebol mundial”.

Perda de confiança Embora a proposta tenha sido retirada e mesmo com a Fifa oferecendo garantias suficientes à Uefa para que as nações europeias suspendessem o boicote à participação em competições da entidade que comanda o futebol mundial para a disputa da Copa do Mundo Feminina Sub-20, que ocorrerá este mês, na Polônia, as nações nórdicas deixaram claro que perderam a confiança na Fifa e em seu presidente.

LEIA MAIS: Uefa volta atrás e deve suspender boicote a competições da Fifa LEIA MAIS: Fragilidade institucional de Gianni Infantino reflete crise de governança da Fifa “O futebol não pode exigir responsabilidade democrática, transparência e integridade de clubes, ligas e federações nacionais, enquanto aceita padrões mais baixos no topo do futebol internacional.

As regras da Fifa devem ser aplicadas de forma igualitária, e suas instituições dirigentes devem ser capazes de demonstrar que as decisões são tomadas de maneira independente, transparente e no interesse do futebol”, enfatiza a carta.

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