Dona do Google, Alphabet perde US$ 700 bi em valor de mercado com dúvidas sobre IA
A aposta da Alphabet na inteligência artificial, que transformou a dona do Google em uma das ações favoritas de Wall Street, começa a produzir o efeito contrário.
Desde o pico histórico alcançado em maio, as ações da empresa caíram cerca de 15%, eliminando US$ 692 bilhões (R$ 3,8 trilhões) em valor de mercado e levantando dúvidas sobre a capacidade do grupo de manter a liderança tecnológica em uma corrida cada vez mais disputada.
A queda ocorre poucos meses depois de a Alphabet viver um de seus melhores períodos na Bolsa.
As ações haviam subido mais de 150% em 12 meses até maio, colocando a empresa entre as maiores altas do S&P 500 e à frente de outras gigantes da chamada Magnificent Seven.
O movimento refletia a percepção de que o Google seria um dos principais vencedores da explosão da inteligência artificial.
Continua após a publicidade Agora, os investidores passaram a questionar justamente essa premissa.
Parte da pressão está relacionada à saída de pesquisadores e executivos considerados estratégicos para a área de IA.
Nos últimos meses, nomes importantes deixaram a companhia para trabalhar em concorrentes como OpenAI e Anthropic.
Continua após a publicidade Em agosto, Jeff Dean, um dos principais responsáveis pela estratégia de inteligência artificial do Google, também deixou a empresa para criar uma startup, levando consigo outros profissionais de alto nível.
Demis Hassabis, chefe do Google DeepMind, por sua vez, deixou o cargo de CEO da unidade de pesquisa para assumir a presidência do laboratório.
A sucessão de saídas alimentou o temor de que a Alphabet esteja perdendo parte de sua vantagem justamente no segmento que passou a determinar o valor das grandes empresas de tecnologia.
Continua após a publicidade Modelos atrasados Outro foco de preocupação é o desenvolvimento dos modelos Gemini, principal aposta do Google para competir com sistemas da OpenAI e da Anthropic.
O Gemini 3.5 Pro está atrasado, segundo informações de mercado, especialmente por dificuldades relacionadas às ferramentas de programação.
O Google lançou recentemente uma versão mais leve, o Gemini 3.7 Flash, mas não apresentou um cronograma para a chegada do modelo mais poderoso.
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