Governo tem superávit primário de R$ 10,8 bilhões em julho
As contas do governo federal registraram superávit primário de R$ 10,8 bilhões em julho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Tesouro Nacional.
O resultado representa uma melhora expressiva em relação a julho de 2025, quando houve déficit de R$ 59,1 bilhões, e é o melhor saldo para o mês desde 2022.
O desempenho, porém, não muda o quadro fiscal observado no conjunto do ano.
Entre janeiro e julho, o governo acumulou déficit primário de R$ 81,3 bilhões, acima dos R$ 70,3 bilhões registrados no mesmo período de 2025.
Em termos reais, considerando a inflação, o rombo acumulado cresceu 12,4%.
O resultado primário corresponde à diferença entre receitas e despesas do governo antes do pagamento dos juros da dívida pública.
Portanto, o superávit de julho não significa redução da dívida: ele indica apenas que, naquele mês, a arrecadação superou os gastos considerados no cálculo.
Continua após a publicidade A melhora de julho ocorreu por uma combinação de aumento da arrecadação e redução das despesas.
As receitas líquidas, já descontadas as transferências constitucionais a estados e municípios, cresceram 7,7% em termos reais e chegaram a R$ 226,3 bilhões.
Ao mesmo tempo, as despesas totais somaram R$ 215,5 bilhões, uma redução real de R$ 56,4 bilhões em relação a julho do ano passado, quando haviam alcançado R$ 271,8 bilhões.
Continua após a publicidade Parte importante dessa diferença veio do comportamento dos precatórios e das sentenças judiciais, cuja despesa caiu R$ 37,1 bilhões na comparação anual.
Os gastos com benefícios previdenciários recuaram R$ 18,1 bilhões, enquanto as despesas com pessoal e encargos sociais diminuíram R$ 4,2 bilhões.
Houve, por outro lado, aumento de R$ 4,2 bilhões nas despesas com créditos extraordinários.
Continua após a publicidade Resultado do ano ainda preocupa Apesar do desempenho positivo em julho, os números acumulados mostram que o governo continua enfrentando dificuldade para equilibrar receitas e despesas.
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