Médico mapeia a vida selvagem no próprio bairro e mobiliza vizinhos pela conservação
Médico mapeia a vida selvagem no próprio bairro e mobiliza vizinhos pela conservação Em 2019, o Terra da Gente contou a história do médico anestesista Ricardo Lima, morador de Campinas (SP), que mostrava como transformou o quintal de casa em um refúgio para a vida silvestre, registrando cerca de 100 espécies de aves e animais como tatus e pacas. 📱 Acompanhe o Terra da Gente também no Instagram Anos depois, a história ganhou um novo patamar: o catálogo do San Conrado e entorno saltou para mais de 210 espécies de aves, e o monitoramento do médico revelou a presença de um morador nobre e ilustre, o gato-do-mato-pequeno, felino ameaçado de extinção que consta na Lista Vermelha da IUCN.
Flagrado duas vezes através de câmeras trap instaladas por Ricardo, o pequeno predador virou a grande estrela da fauna local e o símbolo de um trabalho que vai além do encanto visual.
“A gente não pode cuidar daquilo que não conhece”, pontua o médico, ressaltando o papel da fotografia no engajamento dos vizinhos com a biodiversidade que divide espaço com o bairro.
Entre os registros de aves, a presença do tiê-sangue também marcou a trajetória do observador no local.
“Apareceu na época mais aguda da pandemia.
Além de ser raro por aqui, é um grande representante da nossa Mata Atlântica”.
Tiê-sangue Ricardo Lima Veja mais notícias do Terra da Gente, no g1: BRIGA OU AMOR: Machos de cobra coral são flagrados em 'dança de combate' na Bahia ESCONDIDO SOBA TERRA: Cientistas descobrem novo anfíbio na Mata Atlântica VISITANTE DA ARGENTINA: Pinguim vindo da Patagônia é resgatado com baixa temperatura em SP Exposição comunitária transforma praça em galeria a céu aberto Para transformar a contemplação em ação prática, Ricardo promove neste dia 20, das 8h30 às 16h30, a 5ª Exposição de Fotografia na Praça do San Conrado.
O evento aposta na simplicidade e na participação comunitária: os moradores e convidados levam seus próprios registros impressos em folha A4 e fixam o material em um varal com dois pregadores de madeira.
“O objetivo foi divulgar a fotografia, o birdwatching, a aproximação entre os moradores e o despertar com a natureza e a fauna”, explica o idealizador.
Por ser realizada ao ar livre e em um espaço amplo, a organização não limitou a quantidade de fotos expostas.
Mais do que um encontro cultural, a exposição é um chamado à responsabilidade coletiva diante dos perigos que a fauna silvestre enfrenta no ambiente urbano.
“Temos que trabalhar muito em relação aos animais domésticos, principalmente gatos, que afetam diretamente o equilíbrio da natureza.
Temos que trazer a população para esse lado”, alerta o médico.
Socozinho Ricardo Lima A urgência desse debate ficou ainda mais evidente após um episódio recente com os macacos-bugio do bairro.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1.