Black Pantera reafirma horizontes expandidos em ‘Continental’
Ao longo dos últimos anos, o Black Pantera se tornou um dos nomes mais importantes da cena rock nacional, sendo agraciado com prêmios e posições de prestígio em grandes festivais.
Algumas más línguas afirmam que esse sucesso é produto de lacração, fruto de uma indústria mais interessada na importância da banda do que sua qualidade.
Entretanto, a obra do grupo de Uberaba (MG) refuta isso.
Através de quatro álbuns de estúdio e um EP, o trio formado por Charles Gama (vocais, guitarra), Chaene da Gama (vocais, baixo) e Rodrigo Pancho (bateria) estabeleceu uma sonoridade bem característica além de sua veia política antirracista.
Um estilo capaz de capturar a atenção do público e justificar sua fama crescente.
Continental (2026), quinto e mais novo disco de estúdio, representa uma continuação disso.
Não se trata necessariamente uma evolução do seu antecessor, Perpétuo (2024), mas um prosseguimento do que foi apresentado na obra anterior.
As letras seguem como um dos grandes trunfos.
Ideias complexas são expostas de um jeito claro.
Ou melhor: a banda consegue ser panfletária sem parecer uma palestra.
Um dos jeitos encontrados para criar um clima de cumplicidade é o tom sarcástico de algumas composições, a exemplo de “W.P.P.” , que ironiza reclamações de jovens brancos ricos.
Além disso, há constantes referências a jogos de videogame, quadrinhos ocidentais e animes.
Jujutsu Kaisen aparece frequentemente em Continental , o que não é surpreendente após uma das músicas mais famosas de Perpétuo , “Mahoraga” , ser batizada em homenagem a um monstro da série.
Isso funciona especialmente dentro desse gênero em particular porque oferece algo diferente de outros artistas.
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