Depois de quase 70 anos, famosa marca de decoração entra em colapso com 147 lojas e 2.700 trabalhadores
Marca símbolo dos estampados florais entrou em colapso após quase 70 anos, com 147 lojas e 2.700 empregos afetados
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O que você vai ver Qual famosa marca de decoração entrou em colapso. O que aconteceu com o pedido de socorro emergencial. Como a marca passou décadas nas mãos de um grupo estrangeiro. O que sobrou da marca depois do fechamento das lojas. Uma marca símbolo dos estampados florais britânicos, usada até por membros da realeza, viu quase 70 anos de história desmoronarem em poucas semanas, levando 147 lojas ao fechamento e deixando 2.700 trabalhadores diante da demissão.
A marca é a Laura Ashley, fundada em 1953 pelo designer que dá nome à empresa e por seu marido, que em março de 2020 entrou em processo de administração judicial no Reino Unido, com 147 lojas afetadas e cerca de 2.700 postos de trabalho em risco.
Famosa por estampas florais aplicadas em vestidos, papéis de parede e tecidos de decoração, a marca já havia vestido figuras públicas e chegou a ser um símbolo de estilo britânico nas décadas de 1970 e 1980, antes de entrar numa longa trajetória de dificuldades financeiras.
I realize some people don't like the feminine flounces and florals, but these dratted house flipping vultures broke me. I'll bring back Laura Ashley single handedly if I must. pic.twitter.com/zOzC2SgZSb
Pouco antes de anunciar a administração judicial, a Laura Ashley pediu um empréstimo de emergência de cerca de R$ 105 milhões ao governo britânico, na tentativa de atravessar o início da pandemia de Covid-19, que havia fechado lojas físicas e paralisado boa parte das vendas do varejo de moda e decoração no país.
O pedido não foi atendido a tempo, e a combinação entre a queda abrupta de receita causada pelas restrições sanitárias e uma dívida que já vinha se acumulando havia anos tornou inevitável a entrada em administração judicial poucos dias depois.
Desde 1998, o controle da Laura Ashley pertencia a um conglomerado malaio, que assumiu a empresa depois que os fundadores já haviam se afastado da gestão havia anos, num arranjo que se estendeu por mais de duas décadas sem conseguir reverter a perda gradual de relevância da marca diante de rivais mais rápidos em se adaptar ao comércio eletrônico.
Ao longo desse período sob controle estrangeiro, a rede já vinha fechando lojas de forma escalonada e enfrentando quedas seguidas de vendas, um processo lento de desgaste que a pandemia apenas antecipou e tornou definitivo, em vez de ser a causa original do problema.
Após a administração judicial, as lojas físicas da Laura Ashley foram fechadas de forma definitiva ao longo de 2020, mas a marca sobreviveu por meio de um acordo de licenciamento que manteve a venda de produtos de decoração e moda apenas pela internet, sem qualquer loja própria remanescente no Reino Unido.
Assim como aconteceu com a Brooks Brothers, cuja marca também sobreviveu à falência sob um novo controlador depois do colapso da operação original , a Laura Ashley seguiu existindo apenas como nome comercial, dissociada da estrutura de lojas que a tornou famosa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.