Oposição quer preservar provas contra Lulinha e busca assinaturas por CPMI
A oposição intensificou nesta quinta-feira (20) a ofensiva em torno das investigações contra Fábio Luís Lula da Silva , o Lulinha, filho mais velho do presidente Lula (PT) .
O senador Carlos Viana (PSD-MG) , que presidiu a CPMI do INSS , começou a disparar a deputados e senadores pedidos para assinatura em um requerimento para abrir uma nova CPMI dedicada a apurar a atuação do filho do presidente.
No mesmo dia, ele enviou ao ministro André Mendonça , do STF (Supremo Tribunal Federal) , um pedido de aprofundamento da investigação e preservação de provas digitais no caso .
A movimentação ocorre num momento em que o chamado “Fator Lulinha” já aparece como uma variável na corrida presidencial .
A vantagem de Lula sobre o adversário Flávio Bolsonaro (PL) nas pesquisas encolheu justamente a partir do fim de julho, quando os inquéritos contra Lulinha ganharam força.
Leia Mais PGR diz não haver indício que Careca tenha fechado negócio com governo Viana pede a Mendonça preservação de provas contra Lulinha Nunes Marques desempata e TSE libera candidatura de Crivella ao Senado O movimento é o inverso do observado em maio, quando o caso Dark Horse , que atingiu Flávio, havia dado fôlego a Lula nas sondagens.
Para especialistas, o eleitor indeciso, mais sensível a esse tipo de denúncia, pode ser decisivo em outubro, o que eleva o peso político de cada novo capítulo do caso.
Segunda tentativa da oposição A tentativa de Viana não é a primeira.
No fim de março, o relatório da CPMI do INSS, apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL) , hoje vice na candidatura de Flávio à Presidência, chegou a pedir o indiciamento de Lulinha, mas foi rejeitado pelo colegiado.
Agora, Viana quer apurar a eventual intermediação de interesses privados por Lulinha perante órgãos do Executivo, especialmente em tratativas envolvendo medicamentos à base de canabidiol, a lobista Roberta Luchsinger , Antônio Carlos Camilo Antunes — o “Careca do INSS” — e empresas ligadas ao caso.
Na justificativa do requerimento, o senador argumenta ser necessário esclarecer, entre outros pontos, se houve pagamentos ou promessas de vantagens pela intermediação , quais autoridades e órgãos públicos foram procurados e se houve uso indevido de relações pessoais ou de acesso privilegiado à estrutura governamental.
Para abrir a CPMI, são necessárias ao menos 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores — um terço de cada Casa —, cabendo a decisão final ao presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP) .
Pedido paralelo ao STF Em paralelo à articulação pela CPMI, Viana enviou a Mendonça um complemento a uma representação criminal apresentada dois dias antes, citando reportagem da revista Veja que teria tido acesso a conteúdo de inquérito sigiloso da Polícia Federal.
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