O que funciona melhor no vestibular: estudar o ano todo ou na reta final?
Enquanto muitos estudantes deixam para estudar na véspera das provas, coordenadores pedagógicos afirmam que a preparação ao longo de todo o ano traz melhores resultados no vestibular.
Na prática e na psicologia cognitiva, a constância potencializa a retenção, reduz a ansiedade e prepara melhor o estudante do que o intensivão de última hora.
Parte da explicação para essa afirmação está na sensação de urgência que se intensifica com a proximidade do Enem e dos vestibulares .
Aí muita gente pensa: “ok, vacilei antes, mas ainda dá pra correr atrás”.
Essa sensação cria um impulso de concentrar tudo nas últimas semanas.
Leia mais Brasil reduz atraso escolar na rede pública em todas as regiões, diz Unicef Aluna da USP cria app que usa IA para ajudar estudantes nos vestibulares Existe horário ideal para estudar? Ciência explica O problema é que esse “modo turbo” engana um pouco.
Ele dá a impressão de produtividade — porque se estuda muito em pouco tempo —, mas ignora um limite real do cérebro: ele não consegue absorver e organizar tanta informação de uma vez.
É o que os especialistas chamam de sobrecarga cognitiva.
Segundo o coordenador pedagógico do Colégio Santa Catarina, Elvis Miranda Silveira, “quem deixa para última hora enfrenta maior sensação de sobrecarga, dificuldade para organizar prioridades, ansiedade e alteração na qualidade do sono”, explica ele em um comunicado.
Esses fatores interferem diretamente no resultado das provas .
Enquanto estudar aos poucos, com constância e ao longo do tempo permite que seu cérebro trabalhe com mais calma, “maratonar” conteúdo perto da prova gera um estado de alerta permanente.
Resultado: pior retenção e mais estresse.
O que dizem os estudos sobre rotina e retenção de conteúdo? Estudar horas seguidas na véspera da prova cansa, mas fixa pouco • Wayhomestudio/Magnific Existe uma ideia estudada há muito tempo que explica por que estudar aos poucos funciona melhor.
Criado e publicado em 1885 pelo psicólogo alemão Hermann Ebbinghaus, o conceito mostra que a aprendizagem é mais eficaz e duradoura quando as sessões de estudo ou repetição são distribuídas ao longo do tempo, em vez de concentradas em poucas sessões.
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