Polícia da África do Sul encontra nono corpo de mulher em dois meses
O nono corpo de uma mulher foi descoberto na África do Sul em dois meses, alimentando o medo em um país que já enfrenta níveis alarmantes de violência contra as mulheres.
O corpo mais recente foi encontrado na manhã de quinta-feira (17) em Dawn Park, Ekurhuleni, uma região de Joanesburgo.
Alguns dos casos apresentam semelhanças, mas os investigadores ainda não sabem se as nove mortes estão relacionadas ou se um assassino em série pode estar envolvido.
Leia Mais Iemenitas fogem enquanto guerra se espalha pelo Oriente Médio, diz agência EUA preparam envio de drones à América do Sul para operações militares EUA restringem vistos de autoridades sul-africanas por "racismo reverso" “As mulheres estão aterrorizadas”, disse à CNN Sabrina Walter, fundadora da Women For Change, uma organização sem fins lucrativos sul-africana que faz campanha contra a violência de gênero e o feminicídio.
“As mulheres aqui vêm mudando seu modo de vida há anos apenas para sobreviver.
O que está acontecendo em Ekurhuleni intensificou esse medo”, relatou.
O presidente Cyril Ramaphosa afirmou que as mortes estão causando “medo e incerteza”, especialmente entre as mulheres.
Ele pontuou ter instruído a polícia a priorizar os casos e a não poupar esforços para levar os responsáveis à justiça.
A polícia aumentou as patrulhas e reforçou o efetivo nas áreas afetadas.
Alerta para a população e mudança de rotina A África do Sul já enfrentou casos de assassinatos em série de mulheres anteriormente.
Enquanto os investigadores trabalham para esclarecer o ocorrido, a polícia aconselhou as mulheres de Kempton Park e arredores, onde vários dos corpos foram encontrados, a evitar correr ou caminhar sozinhas em áreas isoladas e a sair em grupo sempre que possível.
A polícia afirmou que a recomendação era uma medida de precaução enquanto as investigações prosseguiam e não tinha como objetivo restringir a liberdade das mulheres.
No entanto, o alerta gerou frustração entre as mulheres, que dizem já estarem mudando seus hábitos para se proteger.
“As mulheres estão cansadas de ouvir que precisam ficar mais alertas.
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