Cibersegurança preocupa 52% dos CIOs, mas investimentos podem não acompanhar riscos
A possibilidade de um grande incidente de cibersegurança está entre as principais preocupações de 52% dos CIOs brasileiros, mas o receio não necessariamente se traduz em maiores investimentos.
Entre os executivos que apontaram esse risco, 63% pretendem manter ou ampliar pouco os recursos destinados à proteção digital em 2027, segundo a pesquisa Tendências de Investimento da TI 2027, do IT Forum Inteligência .
Os resultados foram apresentados por Louise Ramas , analista de Estudos e Inteligência do IT Forum , durante o IT Forum Na Mata, realizado nesta quinta-feira (22), no Distrito Itaqui, em Itapevi (SP).
O levantamento reúne respostas de 88 CIOs e identifica possíveis divergências entre as preocupações das lideranças e suas decisões de investimento.
Segundo Louise, a distância entre a percepção de risco e o planejamento financeiro pode ter explicações distintas.
Empresas com estruturas de segurança consolidadas podem não precisar de aumentos expressivos, enquanto organizações com controles insuficientes podem enfrentar maior exposição caso mantenham seus recursos praticamente inalterados.
“Ou essa área já está bem estabelecida e financiada nas empresas, ou o risco vai aumentar”, afirmou.
Agentes de IA acrescentam novos desafios à segurança Uma das questões levantadas durante a apresentação foi o impacto da inteligência artificial (IA) sobre a proteção dos ambientes corporativos.
Diferentemente de ferramentas que apenas apresentam informações aos usuários, agentes podem receber permissões para consultar bases de dados, acionar aplicações e executar determinadas atividades.
Isso torna necessário avaliar os riscos associados às credenciais utilizadas, às integrações entre sistemas e às ações realizadas sem intervenção humana direta.
“Cada agente é uma possível superfície de ataque, e isso vai se agravar com a existência da IA”, alertou a analista.
Na avaliação de Louise, o cenário amplia a importância de controles específicos para identidades não humanas, gestão de permissões e monitoramento de atividades automatizadas, além de exigir que as empresas considerem os impactos de eventuais falhas em sistemas conectados a processos críticos.
Leia mais: Se capacidade computacional é o novo petróleo, estamos começando o Pró-Álcool da era da IA Investimentos em segurança para 2027 O levantamento também identificou diferenças entre a preocupação com ataques e o posicionamento da cibersegurança nas prioridades tecnológicas.
Segundo os resultados, 24% dos CIOs pretendem acelerar os investimentos na categoria em 2027.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em itforum.com.br — o conteúdo pertence a IT Forum.