Atrizes contam como é viver médicas sob pressão na série nacional “Emergência 53”
Na série nacional “Emergência 53” exibida pelo Globoplay, que estreou no dia 20 de agosto, entrar em pânico não é uma opção.
Diante de acidentes, tiroteios e pacientes em situações extremas, os socorristas precisam controlar o próprio nervosismo para transmitir segurança a quem está ao redor.
Para Yara de Novaes e Heloísa Jorge, interpretar mulheres acostumadas a agir sob pressão exigiu encontrar a medida entre demonstrar a tensão e não deixar que ela tomasse conta da cena.
“A gente fez muitas cenas tensas, mas um médico, um socorrista ou um enfermeiro não podem demonstrar essa tensão, porque eles estão ali exatamente para conseguir estabilizar a situação”, explicou Yara, que interpreta Irene na série do Globoplay.
“Eles [os profissionais de saúde] ficam nervosos, então eu tinha uma tensão interna e não podia passar que estava tão tensa.
Essa é a grande manobra que o ator faz.
Como comunicar alguma coisa que não é visível, o que a personagem está pensando ou sentindo.” Irene é a chefe da unidade que dá nome à produção.
No trabalho, a médica é firme e não se intimida diante de situações de risco, mas, fora das ruas, enfrenta seus próprios conflitos: ela precisa cuidar da mãe, dona Laura, vivida por Fernanda Montenegro, que sofre de uma doença degenerativa, além de lidar com o reencontro com um antigo amor.
“Ela não é só aquela mulher que chega perto do traficante e bota o dedo no nariz dele, ou do policial.
Ela chega em casa e tem um drama pessoal com que tem que lidar”, disse Yara.
“Essa humanidade que o roteiro consegue dar às personagens talvez seja o grande trunfo da série.” Heloísa Jorge, que interpreta a médica Glória, faz coro à colega e afirma que mostrar as vivências pessoais dos profissionais de saúde é um dos pontos altos da produção, que adota o multiprotagonismo e acompanha um personagem diferente a cada episódio.
“A nossa ideia inicial não era separar a vida pessoal da vida profissional desses socorristas.
A série fala sobre o impacto que essa profissão tem na vida pessoal, no universo íntimo desses personagens, como isso vai influenciar na família, como isso vai influenciar nas relações pessoais, na saúde mental deles também”, afirmou.
Esse desafio está no centro da construção de Glória, que lida com a cobrança do marido e do filho por estar sempre trabalhando.
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