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Bebê é resgatada no Paraguai após ser sequestrada por casal no Brasil

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Bebê é resgatada no Paraguai após ser sequestrada por casal no Brasil

Uma bebê recém-nascida foi resgatada no Paraguai três dias depois de ter sido sequestrada por um casal no Brasil.

A recém-nascida Ayla Emanuelly foi encontrada com vida no país vizinho após ser sequestrada por um casal de brasileiros. A criança estava em uma residência na cidade de Pedro Juan Caballero, a 315 km de distância de onde havia sido sequestrada, em Campo Grande (MS).

Três pessoas foram presas por raptarem a criança e levá-la ao Paraguai. O casal e um comparsa que teria auxiliado no sequestro oferecendo o imóvel são suspeitos pelo crime, de acordo com o Fantástico, da TV Globo.

A criança havia desaparecido no dia 6 de agosto, após a mãe ser atraída para uma casa com a promessa de receber R$ 100 para cuidar da filha de uma mulher. Lá, a mãe, que tem 17 anos, teria sido ameaçada e obrigada a entregar a bebê, segundo a polícia.

A mãe teria sido dopada e mantida em cárcere privado no dia do crime. A adolescente teria ido à casa da mulher com a irmã, de 12 anos, e a menina de um mês. A criança de 12 anos tomou água e teria adormecido, segundo relatou a adolescente.

Após o episódio, a mãe disse que foi ameaçada pela suspeita, que disse que caso ela não entregasse a bebê, ela e a irmã seriam jogadas em um buraco. Ainda de acordo com a reportagem da TV Globo, a mulher estava acompanhada de 10 homens na residência. Seu celular também foi levado da casa com a criança.

A polícia foi acionada e rastreou os celulares dos suspeitos para descobrir o trajeto. Com a possibilidade de fuga para o país vizinho, a Polícia Civil de Ponta Porã, na fronteira, foi acionada.

O imóvel onde a bebê estava foi localizado após trabalho conjunto das polícias do Brasil e do Paraguai. O sistema Amber Alert Brasil, do Ministério da Justiça responsável por divulgar informações sobre crianças e adolescentes em situação de risco foi utilizado pelos agentes.

A mulher presa planejava criar a bebê como se fosse sua filha, de acordo com a polícia. A investigação acredita que os suspeitos não tinham como objetivo vender a criança, mas, na verdade, fingir que ela era filha biológica do casal.

A suspeita planejou o ato por meses. Ela fingiu que estava grávida para se aproximar de gestantes em um grupo de uma rede social, e, então, conseguiu contato com a adolescente.

Após a adolescente dar à luz, ela se aproximou ainda mais. Ela teria planejado até o sexo do bebê que seria raptado, de acordo com a delegada Anne Karine, da Depca (Delegacia de Proteção da Criança e do Adolescente) de Ponta Porã.

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