Como Luiz Alves, capital catarinense da cachaça, fatura com garrafas de até R$ 1.000 e Selo de Origem
Quem pensa em cachaça dificilmente faz alguma associação com Santa Catarina .
Afinal, no assunto bebida, o estado é mais famoso pelas cervejarias artesanais e pela segunda maior Oktoberfest do mundo.
Mas a menos de 40 km de Blumenau fica uma cidadezinha que desafia essa lógica.
Luiz Alves , a Capital Catarinense da Cachaça, tem uma destilaria para cada 1.011 habitantes.
Com uma população de apenas 12.132 pessoas, esse pequeno município no Vale Europeu possui 12 destilarias registradas no Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA).
A produção anual chega a 1 milhão de litros por ano.
No roteiro turístico, 10 alambiques familiares compõem a Rota da Cachaça e colecionam premiações nacionais e internacionais.
Os rótulos podem chegar a R$ 1.000.
A alusão à bebida está em todos os cantos da cidade.
Em placas que demarcam a Rota da Cachaça e em outdoors de cada um dos alambiques celebrando suas conquistas e títulos mundo afora.
Na barraquinha à beira da estrada, o cartaz não anuncia pastel e caldo de cana, e sim banana e cachaça — o município é também o 4º maior produtor da fruta no país.
Apesar da quantidade de alambiques que chama a atenção, o diferencial está na qualidade.
Ao lado de Paraty (RJ), Luiz Alves é uma das únicas cidades do Brasil a ter um selo de Denominação de Origem (DO) para a produção de cachaças e aguardentes concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
“Esse processo todo de certificação durou mais de quatro anos”, diz Orécio Rech, presidente da Associação dos Produtores de Cachaça Artesanal de Luiz Alves (APCALA) e proprietário do Alambique Rein.
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