Ibovespa: incerteza eleitoral e petróleo ofuscam alta de NY e índice registra queda
A expectativa com o segundo turno da eleição presidencial dá o tom para o Ibovespa nesta segunda-feira, 19.
Depois de abrir na mínima de 205.439,71 pontos, o principal índice da B3 ganhou força e chegou a encostar nos 207 mil pontos, em semana de divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA -15) de outubro e inicio da safra de balanços no Brasil.
Contudo, virou para leve queda e, às 11h54 (horário de Brasília), tinha baixa de 0,27%, a 204.872 pontos.
O movimento de alta tinha sido apoiado em parte pela alta de 1,26% do minério de ferro em Dalian, após dados de atividade na China, e pelo avanço da maioria das bolsas em Nova York.
Porém, por volta das 11 horas, o Índice Bovespa perdeu força, em meio à disputa eleitoral apertada e do recuo do petróleo.
“O trade eleitoral dita o pregão e o exterior ajuda na margem, com Nova York em alta, petróleo em queda e dólar mais fraco”, diz Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital.
O petróleo cai cerca de 1,5% do petróleo, após os EUA aliviarem sanções à Rússia, o que pode elevar a oferta.
As ações da Petrobras ( PETR3 ; PETR4 ), que têm peso importante no Ibovespa, caem cerca de 1,7%.
O recuo do petróleo, no entanto, pode ser fonte de alívio das pressões inflacionárias de curto prazo, o que estimula papéis mais sensíveis ao ciclo econômico, embora a deterioração nas projeções para a inflação no boletim Focus seja contraponto.
Também ficam no radar o IPCA-15 de outubro, na sexta-feira, e o começo da temporada de balanços no Brasil com WEG ( WEGE3 ; quarta) e Bradesco ( BBDC4 ; quinta).
No exterior, o foco também está nos números das empresas, com balanços de Meta e Tesla.
Lá fora, chama a atenção a queda das bolsas europeias, após protestos na França no fim de semana.
Nesta segunda, foram divulgadas as pesquisas BTG/Nexus e Atlas/Bloomberg.
Saem nos próximos dias Quaest, Palver, IDEA, Datafolha, PoderData, Indexa, entre outros levantamentos.
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