‘Inteligência artificial é história de terror que mudará o mundo’, diz papa de avaliação de ações
A inteligência artificial (IA) nem bem começou e já está cara demais, assentada em um “hype” que as próprias empresas não sabem bem como justificar nem os analistas conseguem precificar.
Mas, daqui a dez anos, mudará o mundo como conhecemos hoje.
E não necessariamente para melhor.
Antes de dar certo, dará muito errado; muita gente perderá dinheiro e o emprego.
Porém, não há outro caminho, afinal o papel dos mercados é exatamente corrigir os excessos.
As considerações são de Aswath Damodaran, professor da Stern School da Universidade de Nova York, considerado o papa do “valuation”, a técnica das finanças corporativas de atribuir preço a uma empresa a partir da expectativa de suas receitas futuras.
“Mesmo que essa bolha da IA se corrija e caia 30%, e as pessoas percam dinheiro, isso vai mudar a maneira como vivemos”, disse em entrevista ao Valor após evento da CFA Society Brazil.
“Precisamos de bolhas.
Precisamos de correções.
Precisamos de investidores perdendo dinheiro.
Sei que parece terrível, mas é assim que os mercados financiam o crescimento, a inovação, a disrupção.
É ultrapassando limites, corrigindo e limpando a bagunça.” Indiano de nascimento, Damodaran simplificou e popularizou o “valuation”.
Ele distribui, de graça, planilhas que o mercado usa para recomendar compra ou venda de ações.
É a partir de seus ensinamentos que se trava a guerra entre analistas de “sell-side” (bancos de investimento e corretoras) e “buy-side” (gestoras e fundos de investimento) na disputa de preços trilionários das startups de IA que quase não têm receita, muito menos fluxo de caixa futuro, para trazer a valor presente — essência da técnica do “valuation”—, mas que estão chegando à bolsa a US$ 1,8 trilhão (SpaceX) e US$ 2 trilhões (expectativa para Anthropic).
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.