Promotora guatemalteca que tentou anular eleições de 2023 é destituída
Em dezembro de 2023, a promotora Leonor Morales afirmou que as eleições realizadas quatro meses antes eram "nulas" devido a "anomalias" nas atas e pediu aos magistrados eleitorais que as invalidassem.
Morales chefiava uma unidade de investigação de crimes contra funcionários do Judiciário e sindicalistas.
Arévalo denunciou o pedido como uma tentativa de "golpe de Estado" comandada pela então procuradora-geral Consuelo Porras, sancionada pelos Estados Unidos e pela União Europeia, que a classificam como "corrupta" e "antidemocrática".
Segundo o presidente, Porras pretendia impedir que ele assumisse o cargo devido à sua promessa de combater as elites "corruptas".
García Luna afirmou que as destituições fazem parte do processo de "transformação" da instituição. Os demais funcionários exerciam funções operacionais.
Poucos dias depois de assumir o cargo, García Luna, nomeado por Arévalo, destituiu o promotor Rafael Curruchiche, braço direito de Porras, que comandou investigações contra jornalistas, ex-promotores e ex-juízes anticorrupção, alguns deles atualmente exilados.
Porras deixou o cargo após oito anos, depois de fracassar na tentativa de reeleição e em seus esforços para obter uma vaga de magistrada no mais alto tribunal de Justiça do país.
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