Embrapa pede a presidenciáveis mais recursos e estabilidade para ciência
A Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) quer que os candidatos à Presidência da República assumam o compromisso de ampliar e dar estabilidade aos investimentos em ciência, tecnologia e inovação para o agro brasileiro .
A recomendação faz parte de uma agenda estratégica elaborada pela estatal para os futuros ocupantes dos Poderes Executivo e Legislativo.
O documento, divulgado nesta terça-feira (18), não estabelece um valor para o próximo governo, mas a defesa por mais previsibilidade ocorre após anos de restrição dos recursos discricionários da empresa.
Em 2023, a Embrapa afirmava precisar recompor o orçamento discricionário para R$ 320 milhões , mas operou o ano com R$ 170,3 milhões .
Em 2026, os recursos discricionários de custeio para projetos de pesquisa e manutenção chegaram a R$ 371,5 milhões , segundo a Carta Anual da empresa.
Congresso da Abag discute integração de agro e indústria Brasil pode deixar reciprocidade contra EUA para 2027, diz Márcio Rosa Agro ganha espaço na transição energética A Embrapa também destaca o peso econômico da pesquisa.
O agronegócio brasileiro movimentou R$ 3,20 trilhões em 2025, equivalente a 25,1% do PIB (Produto Interno Bruto), enquanto o PIB agropecuário, dentro da porteira, alcançou R$ 775,3 bilhões .
Segundo a estatal, cada R$ 1 investido na Embrapa retorna R$ 27,12 à sociedade brasileira.
A empresa destaca ainda que a continuidade dos investimentos é necessária porque os resultados da pesquisa agropecuária são construídos no longo prazo.
O documento cita tanto o desenvolvimento de novas tecnologias quanto a chamada pesquisa de manutenção, necessária para enfrentar a evolução de pragas e doenças, as mudanças climáticas e a obsolescência tecnológica.
A Embrapa ressalta que os pontos apresentados não têm caráter prescritivo ou operacional .
A intenção, segundo a empresa, é subsidiar a construção de uma agenda de Estado para a agricultura brasileira, com políticas de longo prazo e baseadas em ciência e inovação.
Conheça os seis pleitos listados no documento: Integração entre ministérios A primeira prioridade da Embrapa é fortalecer a governança interministerial das políticas agroambientais.
A proposta é integrar áreas como segurança alimentar, clima, energia e comércio exterior, reduzindo a fragmentação entre as políticas públicas.
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