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Clima pressiona PIB e exige avanço imediato de geração distribuída

CNN Brasil ·

Durante décadas, a competitividade das economias foi associada à mão de obra, às matérias-primas, à escala industrial e à integração ao comércio internacional.

Esses fatores continuam relevantes, mas uma nova condição passou a determinar quais países terão maior capacidade de atrair investimentos e sustentar o crescimento: a oferta de energia limpa, confiável e resiliente.

Essa mudança decorre da combinação de duas forças.

De um lado, a inteligência artificial, os data centers, a eletrificação dos transportes e a digitalização ampliam estruturalmente a demanda por eletricidade.

O Brasil, assim como outras economias, precisará expandir sua capacidade de geração para atender esse novo ciclo de consumo.

Do outro, as mudanças climáticas pressionam a infraestrutura justamente nos períodos de maior demanda.

A energia deixou de ser apenas um insumo operacional e se tornou um ativo estratégico para a produtividade e a segurança econômica.

Estudo publicado em maio pela Allianz Trade, uma das maiores seguradoras do mundo, ajuda a dimensionar o problema.

Segundo o levantamento, os efeitos econômicos do calor se intensificam quando as temperaturas ultrapassam 30°C.

Entre 30°C e 35°C, cada grau adicional reduz a produção por hora trabalhada em aproximadamente US$ 1,30, em paridade de poder de compra, o equivalente a cerca de 3% da média da amostra.

Ao mesmo tempo, o consumo de energia cresce cerca de 1,2% por grau, principalmente devido à maior necessidade de refrigeração.

Enquanto a produtividade cai, as despesas das empresas aumentam.

Em um cenário no qual os cinco anos mais quentes registrados em cada país entre 2014 e 2024 se repetissem, em ordem crescente de intensidade, entre 2026 e 2030, a Allianz Trade calcula perdas acumuladas de 5% a 7% do PIB nas economias mais expostas.

A formação de capital fixo também poderia recuar, em média, 8%.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.

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