Starmer renuncia ao Parlamento e diz que irá focar em ‘assuntos internacionais’
O ex-primeiro-ministro britânico Keir Starmer, que renunciou em julho, disse nesta terça-feira (1) que deixará seu assento como deputado por Holborn e St.
Pancras para se concentrar em “assuntos internacionais”.
“Chegou a hora de eu dar um passo atrás e me concentrar em outros assuntos: assuntos internacionais, particularmente defesa, segurança, comércio e tecnologia, em um mundo em rápida transformação”, declarou o político trabalhista.
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Starmer tornou-se primeiro-ministro em julho de 2024, após a vitória esmagadora de seu partido nas eleições gerais, que pôs fim a 14 anos de governo conservador.
Após quase dois anos no poder, ele renunciou em 22 de junho, depois de se tornar impopular tanto nacionalmente quanto dentro de seu próprio partido, em decorrência de decisões controversas e derrotas em eleições locais.
Sua relação com o presidente dos EUA, Donald Trump, após um início promissor, enfrentou dificuldades.
O ex-primeiro-ministro britânico tornou-se alvo de críticas do presidente depois de se recusar a apoiar integralmente os ataques israelenses-americanos contra o Irã.
Polêmicas e relação com Epstein A liderança do ex-premiê começou a ser mais fortemente questionada em fevereiro, após a repercussão dos laços do ex-embaixador do Reino Unido nos Estados Unidos, Peter Mandelson, com o financista Jeffrey Epstein, condenado por crimes sexuais.
Mandelson havia sido nomeado pelo próprio premiê em fevereiro do ano anterior e permaneceu no cargo por sete meses, antes de deixar a função em meio ao avanço das investigações e das pressões políticas.
Em fevereiro, o ex-embaixador chegou a ser detido por suspeita de má conduta no exercício de função pública, após documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos indicarem que ele teria compartilhado informações confidenciais e recebido recursos financeiros ligados a Epstein.
O episódio se tornou um dos principais focos de desgaste do governo e passou a alimentar a crise política que levou à queda de Starmer, ampliando a pressão sobre o premiê em um momento de crescente fragilização de sua liderança.
A controvérsia levou à renúncia do chefe de gabinete do primeiro-ministro, Morgan McSweeney, que afirmou ter recomendado a nomeação e classificou a decisão como um erro.
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