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Psiquiatra Guilherme Polanczyk explica por que é mais difícil diagnosticar adultos autistas tardiamente

UOL Notícias ·
Psiquiatra Guilherme Polanczyk explica por que é mais difícil diagnosticar adultos autistas tardiamente

No Provoca desta terça-feira (25), Marcelo Tas recebe o psiquiatra Guilherme Polanczyk , especialista em saúde mental de crianças e adolescentes.

Durante o programa, o convidado destaca a importância do diagnóstico correto para transtornos mentais, incluindo o autismo, independente da idade. Segundo ele, diagnosticar adultos com o transtorno do espectro autista é mais difícil do que jovens .

"O adulto é mais difícil. As dificuldades vão mudando ao longo do tempo, muitas são atenuadas. Tem esse fenômeno chamado ‘camuflagem’, em que os adultos aprendem estratégias e entendem como mascarar os sintomas" , comenta.

De acordo com Polanczyk, parte dos adultos autistas sem diagnóstico tende a aprender com o tempo a lidar com as limitações. Um exemplo é alguém que tem dificuldade em manter contato visual, mas se força a olhar no olho de outra pessoa para manter uma conversa aparentemente normal, mesmo que o ato cause sofrimento. Essa adaptação é o que mutas vezes confunde parte dos profissionais da saúde responsáveis pelo diagnóstico.

"Isso faz com que, muitas vezes, o adulto chegue ao consultório de um médico ou psiquiatra e, por ele olhar no olho, ou por ele se comportar de um jeito ou de outro numa entrevista rápida, eventualmente [o transtorno] passe despercebido" , comenta.

Em caso de desconfiança de alguma questão mental, a orientação do psiquiatra é buscar um profissional que tenha capacidade de identificar essa questão.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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