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Morre Gracindo Jr., ator e diretor que ajudou a escrever a história da dramaturgia brasileira, aos 83 anos

Rolling Stone Brasil ·
Morre Gracindo Jr., ator e diretor que ajudou a escrever a história da dramaturgia brasileira, aos 83 anos

Gracindo Jr. morreu na manhã desta quarta, 2, em casa, no Rio de Janeiro, aos 83 anos.

A informação foi confirmada por seu filho, Pedro Gracindo , que afirmou que a morte ocorreu por causas naturais.

Nascido Epaminondas Xavier Gracindo , em 21 de maio de 1943, o ator e diretor carioca esteve entre os profissionais presentes na inauguração da TV Globo, em 1965, e integrou o elenco de Rosinha do Sobrado , a segunda novela da emissora, exibida naquele mesmo ano.

A trajetória artística de Gracindo Jr. começou antes da televisão.

Aos quinze anos, em 1959, passou em um teste para a Rádio Nacional , onde atuou como ator, redator e disc-jóquei.

Cursou Psicologia, mas nunca exerceu a profissão.

No teatro, estreou em A Escada , de Oswald de Andrade , e, ao longo da carreira, participou de mais de 20 montagens como ator, diretor ou produtor.

Filho do consagrado Paulo Gracindo (1911–1995), seguiu os passos do pai com identidade própria e chegou a dividir as câmeras com ele em dois momentos históricos da teledramaturgia brasileira.

O primeiro foi em O Bem-Amado (1973), de Dias Gomes , quando pai e filho contracenaram.

O segundo, ainda mais marcante, ocorreu em O Casarão (1976): os dois interpretaram versões jovem e idosa do mesmo personagem, João Maciel , uma construção que se tornou um dos momentos mais lembrados de suas carreiras.

Além dessas produções, Gracindo Jr. esteve em obras que ajudaram a consolidar a dramaturgia da Globo, como Padre Tião (1966), em que formou par com Marília Pêra , A Próxima Atração (1970), Os Ossos do Barão (1973), Supermanoela (1974), Mandala , Rainha da Sucata , Explode Coração , Celebridade e Rei Davi , entre outras.

Passou também pela Rede Manchete, onde integrou o elenco de Dona Beija .

A carreira de Gracindo Jr. não se limitou à atuação.

Como diretor, comandou Marron-Glacé , assumiu a direção de Os Trapalhões em 1983, supervisionou a dramaturgia da Globo e trabalhou em produções teatrais e cinematográficas.

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