“Não tem gastança”: Samuel Pessôa desafia o consenso sobre a crise fiscal no Brasil, mas descarta ‘solução fácil’
O debate sobre os gastos do governo Lula 3 e seus efeitos sobre a dívida pública deve ser feito levando em consideração as limitações da economia real e da capacidade produtiva do país.
É isso o que defende o pesquisador Macro no BTG Pactual, Samuel Pessôa, em entrevista ao Money Minds, programa do Money Times no YouTube.
Ao falar do calcanhar de Aquiles do governo quando o assunto é a questão fiscal, Pessôa apresenta uma opinião fora do consenso do mercado financeiro.
“Eu nunca uso o termo ‘gastança’ para caracterizar o gasto público.
Não tem gastança.
A gente está falando de políticas que atendem aos interesses das pessoas mais pobres”, argumenta.
Na visão do pesquisador, a trajetória da dívida do setor público — atualmente em 81,9% do PIB, segundo dados do Banco Central — caminha para um ponto insustentável, e um dos primeiros passos para um ajuste fiscal passa, essencialmente, pela redução dos gastos.
No entanto, não existe uma “solução fácil” sobre o tema.
O problema do gasto público no governo Lula Para o economista, o verdadeiro problema é que existem regras hoje que tentam gerar um ganho de bem-estar às pessoas mais necessitadas a uma velocidade maior do que a economia aguenta.
Ao final de 2022, a dívida pública representava 71,7% do PIB.
Nos últimos quatro anos do governo Lula, esse número subiu 10,2 pontos percentuais.
Esse aumento é fruto direto da indexação do salário-mínimo ao crescimento do PIB e dos pisos constitucionais à receita corrente líquida, segundo explica o economista durante a entrevista.
A dívida pública funciona como uma espécie de termômetro sobre a capacidade de uma nação de honrar seus compromissos futuros.
Ou seja, quanto maior a dívida, maior o risco de calote em momentos de crise.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.moneytimes.com.br — o conteúdo pertence a Money Times.