Candidato ao Senado ironiza crítica de empresária sobre Bolsa Família: “Fiuk, vem pro Acre”
A empresária Denise Borges, que atua no ramo de restaurantes em Rio Branco, publicou nas redes sociais, na quarta-feira (16), um vídeo em que relaciona o recebimento do Bolsa Família à inserção de pessoas no mercado de trabalho.
Na gravação, ela afirma que não é contra o programa de transferência de renda, mas critica situações em que, segundo seu relato, beneficiários deixam de trabalhar para continuar recebendo o auxílio.
Foto: Sérgio Vale/ac24horas A publicação motivou uma resposta irônica do candidato Inácio Moreira (PSOL), professor e candidato ao Senado pelo Acre.
Em montagem publicada em seu perfil no Instagram, nesta quinta-feira (17), Moreira faz referência a declarações atribuídas ao cantor e ator Fiuk, segundo as quais ele manteria um padrão de vida em torno de R$ 50 mil mensais.
Na montagem, aparece um restaurante chamado “Pão de Queijo”, com a legenda “Fiuk, vem pro Acre! Vem trabalhar na cozinha do Pão de Queijo e ser feliz!”.
Com a provocação, o candidato sugere, de forma irônica, que trabalhar no ramo de restaurantes permitiria manter um padrão de vida elevado, situação que classifica como distante da realidade.
Moreira também problematiza a crítica de Denise ao Bolsa Família.
Para o candidato, é preciso avaliar as condições de trabalho oferecidas antes de atribuir a beneficiários a escolha entre emprego e benefício, e o caso relatado pela empresária corresponde a uma situação individual.
VEJA AQUI: Empresária critica dependência do Bolsa Família e diz que trabalho é caminho para prosperidade A empresária diz reconhecer o papel do programa no atendimento a famílias em situação de pobreza.
Ao comentar a saída do Brasil do chamado “mapa da fome”, afirma concordar que a transferência de renda ajudou pessoas que não tinham o que comer.
“As pessoas não tinham o que comer, eram miseráveis e passaram a receber esse benefício, que dá para comprar cesta básica, pagar ali um telefone, uma luz e pronto”, declarou.
Na sequência, apresenta um caso que, segundo ela, ocorreu em seu próprio estabelecimento.
Conta que uma mulher pedia dinheiro na porta do restaurante todos os dias e que, em determinado momento, ofereceu a ela uma oportunidade de trabalho.
“Tinha uma senhora que pedia aqui na minha porta.
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