PGR propõe acordo com Otoni de Paula após ofensas a Moraes
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, propôs ao deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ) um acordo de transação penal após o congressista criticar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal .
A informação é da Veja .
Otoni foi denunciado pela Procuradoria Geral da República depois de chamar Moraes de “lixo” , “canalha” , “vergonha” , “esgoto” e “déspota” depois de ter seu sigilo quebrado pelo ministro do STF.
O deputado, então, passou a responder pelos crimes de difamação, injúria e coação no curso do processo.
Em troca do fim do processo, Gonet sugeriu: pagamento de R$ 50.000; 150 horas de prestação de serviços à comunidade; participação no curso “Democracia, Estado de Direito e Golpe de Estado”, com carga horária de 12 horas.
Em junho, o ministro Kassio Nunes Marques, relator do caso no STF, extinguiu o crime de difamação depois que Otoni se retratou publicamente –medida prevista na lei.
Na proposta de acordo, Gonet também defendeu que o crime de coação fosse extinto.
Ele se baseava na declaração de Otoni de que ele “veria a queda” de Moraes “de forma democrática e republicana” .
O PGR entendeu que a fala foi uma “bravata dirigida ao auditório político do parlamentar” .
O entendimento de Gonet foi de que é possível seguir com a transação penal já que o crime de injúria –o único que restou– tem menor potencial ofensivo.
Outro lado O Poder360 procurou o gabinete do deputado Otoni de Paula para perguntar se gostaria de se manifestar sobre a proposta de acordo da PGR.
Não houve resposta até a publicação desta reportagem.
O texto será atualizado caso uma manifestação seja enviada a este jornal digital.
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