Steam: só 1% dos games populares comem toda a receita
Quando o mercado mobile deslanchou, tanto a Apple quanto o Google venderam a ideia de que qualquer um poderia desenvolver um app e fazer muita grana com ele.
A Valve fez o mesmo muito antes com o Steam , posicionando sua loja como "a" vitrine oficial de games para computadores, uma chance de estúdios independentes terem um lugar ao Sol e lucrarem com suas criações.
Se a Valve ainda existe, a “culpa” é do estagiário Sua conta do Steam (teoricamente) morrerá com você Tanto lá quanto cá, a Realidade não perdoou.
O ambiente na App Store e Google Play Store é absolutamente darwinista; só os mais fortes e adaptados sobrevivem à competição pelo dinheiro e atenção dos consumidores, e aqueles com mais recursos sempre vão se destacar.
Tal qual lojas de apps, a maior parte da receita do Steam se concentra na mão de meia-dúzia de grandes desenvolvedoras e distribuidoras (Crédito: Divulgação/Valve) O Steam não é diferente, no que duas pesquisas diferentes e independentes apontaram a mesma coisa: quase toda a receita se concentra na mão de apenas 1% dos games mais populares da plataforma, e a grande massa de desenvolvedores e estúdios lucra entre quase nada e absolutamente nada.
O fim do sonho de lucro fácil no Steam O primeiro a se manifestar sobre o assunto foi Sulka Haro, CEO e cofundador da Mainframe Industries, estúdio finlandês responsável pelo MMORPG de cunho medieval Pax Dei .
Em meados de julho de 2026, o executivo publicou em seu Substack pessoal uma análise de dados que envolveu 53.597 títulos do Steam lançados nos últimos três anos.
Mais recentemente, o hub de descoberta de games We Love It! publicou uma análise similar, debruçada sobre 99.206 games pagos (atenção nesta parte) do serviço da Valve, lembrando que a quantidade de títulos disponíveis hoje gira por volta de 138 mil , logo, ambas as amostragens pintam um panorama bem preciso sobre como a receita é distribuída.
A análise de Haro, publicada antes, apontou que aproximadamente 94% da receita capturada por jogos lançados entre 07/2023 e 07/2026 ia parar na mão de apenas 1% dos mais populares, os que recebem maior destaque e, obviamente, são os desenvolvidos e publicados por grandes nomes da indústria dos games e alguns relativos newcomers , como a Pocketpair ( Palworld ), por exemplo .
Já a pesquisa do We Love It! , compartilhada nesta semana, por abordar um escopo maior de títulos e olhar também para os grandes clássicos do Steam, pôde desenhar um panorama considerado mais próximo dos números reais que a Valve não divulga nem sob tortura, e mesmo assim se aproximou bastante dos resultados levantados por Sulka Haro, em que 84,5% da receita é abocanhada pelos mesmos 1% de games "top tiers".
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em meiobit.com — o conteúdo pertence a Meio Bit.