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Política

Reforma tributária vai chegar ao condomínio e pode terminar no bolso do morador

O Antagonista ·
Reforma tributária vai chegar ao condomínio e pode terminar no bolso do morador

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR A reforma tributária parece um assunto distante da vida de quem mora em condomínio. CBS, IBS, créditos tributários e mudanças de regime parecem discussões reservadas a contadores e empresas.

Mas existe uma maneira muito mais simples de entender o assunto: o condomínio compra produtos e contrata serviços todos os dias. Se parte dessas despesas mudar de preço por causa do novo sistema tributário, o impacto poderá chegar à taxa condominial.

Isso não significa que surgiu simplesmente um novo imposto sobre a cota do condomínio. A legislação estabelece regras específicas para os condomínios edilícios. Para a maioria dos moradores, o ponto mais importante está em outro lugar: nos fornecedores que fazem o condomínio funcionar.

Portaria, segurança, limpeza, administradora, manutenção de elevadores, jardinagem, engenharia, tecnologia e outros serviços entram nessa conta. Essas empresas terão de se adaptar ao novo modelo de tributação sobre o consumo, baseado principalmente na CBS e no IBS.

O impacto não será necessariamente igual para todas. Algumas empresas poderão aproveitar créditos tributários de maneira mais eficiente, enquanto outras poderão enfrentar mudanças maiores em sua estrutura de custos. Portanto, seria errado afirmar que todos os contratos dos condomínios aumentarão automaticamente por causa da reforma.

Um condomínio não é uma empresa tradicional. Ele não aumenta vendas para compensar despesas e não possui acionistas para absorver prejuízos.

Imagine um condomínio com despesas de R$ 300 mil por mês e 100 apartamentos. Se, por qualquer combinação de impactos da reforma, os custos totais aumentassem 3%, seriam R$ 9 mil adicionais por mês.

Se o aumento global chegasse a 5%, seriam R$ 15 mil adicionais, equivalentes a R$ 150 por unidade.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.

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