Morto pelo Choque se reuniria com bando para novo ataque por disputa do tráfico
A ação do Batalhão de Choque da Polícia Militar que resultou na morte de Guilherme de Sousa Oliva, de 24 anos, o "Sagaz", na noite desta segunda-feira (31), interrompeu o plano para mais uma execução no Bairro Aero Rancho, em Campo Grande.
O rapaz era apontado como autor do duplo homicídio que vitimou Bruno Pereira Barbosa, de 35 anos, e o adolescente Wellington, de 17 anos, na última sexta-feira (28), na Rua Lagoa Bonita.
Conforme o comandante do Batalhão de Choque, major Cleyton da Silva Santos, em coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira (1º), a inteligência da corporação apurou que Guilherme foi o primeiro a chegar a um imóvel abandonado e aguardava a chegada de comparsas.
"Acredito que ele tenha sido o primeiro a chegar ao local e que aguardava os outros chegarem para que eles pudessem se agrupar e, então, se deslocar até o local onde cometeriam o homicídio", explicou o comandante.
Durante a coletiva, o comandante explicou que Bruno e Guilherme eram parceiros no crime, e a linha de investigação aponta para uma rixa interna pelo controle do tráfico local.
Mas o adolescente de 17 anos não tinha qualquer ligação com a criminalidade e acabou morto apenas por estar no local no momento dos disparos.
Apesar da violência do ataque, o comandante do Choque descartou de forma categórica a interferência de facções criminosas na disputa.
"Definitivamente, esse delito não teve relação com guerra de facção.
Pode-se dizer que foi uma briga interna, sem envolvimento com facção ou qualquer tipo de organização criminosa.
Tem relação, mas toda essa questão também envolve disputa territorial e controle do tráfico local", pontuou o major.
Arma turca - Durante a entrada no esconderijo, as equipes policiais flagraram Guilherme sozinho, manuseando um arsenal guardado em uma mala.
Ao ser surpreendido e receber ordem de parada, ele sacou um revólver calibre .38 e apontou contra os policiais, que reagiram à injusta agressão.
Baleado, "Sagaz” foi socorrido ao Hospital Regional próximo, mas não resistiu aos ferimentos.
Na varredura no imóvel e posterior trabalho pericial, os agentes confirmaram a ligação direta entre o suspeito e o crime ocorrido na sexta-feira.
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