Perícia aponta fenol em roupa de piloto morto em trote com "banho de óleo"
A perícia da Polícia Científica do Paraná identificou a substância tóxica fenol nas roupas do piloto Gustavo Henrique Lara, que morreu após um trote de “banho de óleo” em Ponta Grossa (PR), informou a Polícia Civil.
A “brincadeira” é feita tradicionalmente com alunos que se formam em escolas de aviação .
O laudo da perícia aponta que as roupas de Gustavo estavam embebidas pela substância e que as lesões na pele do piloto são compatíveis aos efeitos de exposição ao fenol.
“O laudo de necrópsia apontou que o Gustavo morreu porque as vias aéreas dele incharam a ponto de impedir a respiração em decorrência de uma exposição química.
O mesmo laudo descreveu queimaduras químicas em várias partes do corpo.
Agora, em nosso segundo laudo, da Química Forense, foi detectada a substância fenol nas vestes da vítima”, informou o delegado Lucas Petri, da Polícia Civil do Paraná.
O fenol é uma substância química tóxica, corrosiva e pode causar intoxicação e queimaduras químicas.
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Gustavo havia acabado de finalizar o primeiro voo solo, marco na formação de pilotos.
Ele sofreu uma reação anafilática, um tipo grave de alergia, e teve uma crise convulsiva seguida de três paradas cardiorrespiratórias.
As duas primeiras foram revertidas, mas ele não resistiu à terceira.
Gustavo Henrique Lara morreu em julho durante um trote na escola de aviação em que praticava A polícia investiga de onde veio o fenol no óleo de motor jogado em Gustavo e se teve relação direta com a morte.
“Para isso, pedimos exames complementares à Polícia Científica, inclusive novos exames toxicológicos e esclarecimento técnico aos peritos.
Outras diligências estão em andamento e seguem sob sigilo para não prejudicar a apuração”, complementou o delegado.
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