TSE julga recurso contra candidatura de Dr Furlan, líder nas pesquisa ao governo do AP
O Tribunal Superior Eleitoral ( TSE ) tem em sua pauta de julgamentos na manhã desta quinta-feira (24/9) o recurso que pede a rejeição da candidatura de Dr Furlan (PSD) ao Governo do Amapá .
O relator do caso é o ministro Dias Toffoli .
Ex-prefeito da capital Macapá, ele teve o registro validado por unanimidade pela Justiça Eleitoral no estado, mas o Ministério Público Eleitoral (MPE) entende que o político está inelegível, e pede o seu indeferimento.
Dr Furlan tem liderado as pesquisas de intenção de voto ao governo.
Levantamento da Real Time Big Data divulgada em 8 de setembro mostrou 62% de apoio, contra 31% do atual governador, Clécio Luis (União), aliado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
O cerne da questão é uma suposta tentativa de escapar da Lei da Ficha Limpa para manter sua condição de elegível.
O debate envolve a renúncia de Furlan da Prefeitura de Macapá, em março de 2026, e o protocolo de um pedido de investigação contra ele por supostas irregularidades envolvendo um esquema de desvio de recursos relacionados ao Hospital Geral Municipal de Macapá.
A denúncia, apresentada por uma servidora, pedia ao final a cassação do mandato do político.
Para o MPE, Furlan deixou o cargo após o protocolo da denúncia.
A situação atrairia o mesmo entendimento aplicado no caso de Deltan Dallagnol (Novo-PR).
O ex-procurador teve o mandato cassado pelo TSE por ter pedido exoneração do cargo no Ministério Público Federal (MPF) para evitar eventual punição administrativa que o tornaria inelegível.
Ele era alvo de 15 procedimentos administrativos no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), que poderiam se tornar processos administrativos disciplinares (PAD), cujas penas podem chegar à inelegibilidade, em caso de demissão.
O precedente de Dallagnol é citado expressamente no recurso do MPE no Amapá, e reiterado no parecer apresentado pela Procuradoria-Geral Eleitoral ao TSE.
“Não há dúvidas, portanto, quanto à precedência da representação em relação à renúncia”, disse o vice-procurador-Geral Eleitoral, Alexandre Espinosa.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.jota.info — o conteúdo pertence a JOTA.