Sem Refino: defesa de Castro diz que imóvel alvo da PF não é dele
A defesa do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro ( foto em destaque ), do Partido Liberal, representada pelo advogado Carlo Luchione, afirmou que desconhece a informação de que seu cliente tenha sido alvo da segunda fase da Operação Sem Refino , deflagrada pela Polícia Federal (PF) nesta sexta-feira (14/8).
Segundo o advogado, não houve busca em nenhum endereço vinculado ao ex-governador.
“Quanto à casa de Petrópolis, o imóvel era alugado e o contrato de locação foi encerrado há meses, tão logo ele saiu do governo”, disse em nota.
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Por isso, o ex-governador é considerado alvo na nova fase da operação.
O Metrópoles apurou que Castro teria contribuído para a manutenção do esquema ligado à refit e utilizado mecanismos de ocultação e lavagem patrimonial.
Ao todo, 16 mandados de busca e apreensão são cumpridos nesta fase.
Além do ex-governador, os outros alvos são: Bernardo Rossi: ex-Secretário de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade; Antonio Carlos Santos (Pipo): advogado, ex-assessor parlamentar e servidor do TCE/RJ; Luiz Fernando Gomes: sócio da Enge Prat Engenharia; José Mauro Junior: ex-Secretário de Estado de Transformação Digital, ex-agente da PF e advogado; Mauricio Leite: sócio da 7 Pilares Assessoria; Ana Carolina Miranda: sócia da 7 Pilares Assessoria e esposa de Mauricio Leite.
Operação Sem Refino A segunda fase da Operação Sem Refino investiga fraudes na concessão de licenças ambientais para a Refit, antiga Refinaria de Manguinhos.
As suspeitas envolvem gestão fraudulenta e temerária, lavagem de capitais, sonegação fiscal, evasão de divisas, manipulação de mercado e crimes contra a ordem econômica relacionados à comercialização de combustíveis.
Durante a primeira fase da ação policial, deflagrada em 15 de maio deste ano, foram alvo o desembargador Guaraci de Campos Vianna, integrante da 6ª Câmara de Direito Privado do TJRJ, e o ex-governador Cláudio Castro (PL).
Na ocasião, foram apreendidos um arsenal de armas e cerca de R$ 1,1 milhão em euros e dólares.
O nome de Guaraci Vianna já havia surgido anteriormente nas investigações.
Em março deste ano, a Corregedoria Nacional de Justiça determinou o afastamento imediato do desembargador após suspeitas de decisões consideradas excessivamente favoráveis ao grupo Refit.
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