“Maldição da múmia”: comércio de restos humanos traz riscos à saúde
A chamada “maldição da múmia” pode ter uma explicação bem mais concreta do que as histórias sobrenaturais.
Restos humanos mumificados vendidos pela internet podem carregar fungos, outros microrganismos e substâncias tóxicas capazes de representar riscos à saúde.
O alerta aparece em estudo publicado em 5 de agosto no International Journal of Cultural Property , da Cambridge University Press.
Os pesquisadores analisam o comércio de partes de corpos mumificados, como cabeças, mãos e pés.
Com a internet e as redes sociais, restos humanos podem atravessar fronteiras e chegar a residências sem os cuidados adotados por museus e outras instituições especializadas.
Por que a venda preocupa? Um corpo mumificado não é necessariamente biologicamente inerte.
Restos humanos podem sofrer deterioração e abrigar fungos e outros microrganismos.
Durante a manipulação, partículas e esporos podem ser liberados no ambiente.
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O transporte das peças pode expor familiares, visitantes e até trabalhadores que desconhecem o conteúdo das embalagens.
Principais riscos do comércio de restos humanos Fungos: restos mumificados podem apresentar crescimento de fungos e liberar esporos durante a manipulação; Outros microrganismos: materiais humanos antigos podem conter diferentes agentes biológicos, embora a presença não signifique necessariamente capacidade de provocar infecção; Substâncias tóxicas: métodos de preservação podem ter empregado compostos relacionados a arsênio, mercúrio e chumbo; Exposição doméstica: colecionadores podem manter restos humanos sem controle adequado de temperatura, umidade ou biossegurança; Exposição de terceiros: familiares e visitantes também podem entrar em contato com partículas liberadas pelas peças; Risco ocupacional: trabalhadores de serviços postais e transportadoras podem manipular embalagens com restos humanos sem conhecer o conteúdo; Circulação internacional: peças de procedência e conservação incertas podem atravessar fronteiras e ampliar o número de pessoas potencialmente expostas.
O estudo não afirma que toda múmia seja perigosa ou que o contato provoque necessariamente uma doença.
O risco depende da origem, conservação, presença de microrganismos , tratamentos químicos anteriores e forma de manipulação.
Fungos são as maiores preocupações Fungos podem colonizar materiais antigos e produzir esporos microscópicos que chegam ao ar quando uma peça é movimentada.
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