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Política

Especialistas estrangeiros cobram da Meta tratamento igual a candidatos

Consultor Jurídico ·
Especialistas estrangeiros cobram da Meta tratamento igual a candidatos

Especialistas independentes vinculados ao Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas cobraram da Meta medidas para assegurar tratamento igual às diferentes posições políticas nas eleições brasileiras.

Em comunicado datado desta quarta-feira (21/10), o grupo manifestou preocupação com relatos de suspensões de contas, redução de alcance e limitações de compartilhamento que teriam atingido de maneira desproporcional um dos lados da disputa presidencial.

Os especialistas pedem que a empresa examine seus sistemas de moderação , recomendação de conteúdo e inteligência artificial, explique eventuais diferenças de tratamento e ofereça mecanismos eficazes para contestar e corrigir restrições durante o processo eleitoral.

O documento não identifica os candidatos ou partidos envolvidos.

Roberto Jayme/TSE Entidade pede que Meta examine seus sistemas de moderação Segundo o comunicado, observadores internacionais das eleições relataram interrupções temporárias na conta de campanha de um dos candidatos, restrições a publicações no Instagram e diferenças no engajamento, na contagem de visualizações e na distribuição de conteúdo político.

Também foram apontadas disparidades na geração de imagens por inteligência artificial , nas buscas de canais do WhatsApp e nos Stories dos candidatos.

O grupo afirma que relatórios de monitoramento registraram milhares de contas e publicações submetidas a suspensões, perda de visibilidade ou limitações de compartilhamento.

Entre os atingidos estariam jornalistas, defensores de direitos humanos, integrantes da sociedade civil e criadores de conteúdo.

Informações atribuídas inclusive a funcionários da Meta, acrescenta o texto, sugerem impacto desproporcional sobre contas associadas a uma das candidaturas.

Respostas antes do fim da eleição Para os especialistas, reduzir a circulação de publicações políticas pode comprometer a capacidade de participar do debate público e mobilizar eleitores.

Por isso, sustentam que decisões tomadas por algoritmos, sistemas de inteligência artificial ou equipes de moderação precisam ser acompanhadas de explicações e de meios efetivos de contestação.

A preocupação central é com o tempo necessário para corrigir eventuais restrições .

Durante uma campanha, uma resposta tardia pode produzir consequências irreversíveis, mesmo que a conta ou a publicação seja posteriormente restabelecida.

O grupo fundamenta a cobrança nos Princípios Orientadores das Nações Unidas sobre Empresas e Direitos Humanos, segundo os quais as empresas devem identificar, prevenir e enfrentar impactos negativos de suas atividades.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.conjur.com.br — o conteúdo pertence a Consultor Jurídico.

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