Brava Energia (BRAV3) recua até 3% com incertezas sobre rumo da companhia sob gestão da Ecopetrol
As ações da Brava Energia (BRAV3) figuram entre as maiores quedas do Ibovespa (IBOV) nas primeiras horas do pregão desta quarta-feira (26).
Por volta de 11h (horário de Brasília), BRAV3 caía 2,75%, a R$ 17,70, sendo a ação com pior desempenho entre as negociadas no IBOV. Mais cedo, os papéis registraram perda de 3,57% (R$ 17,55).
O movimento acontece no dia seguinte à teleconferência realizada pela Ecopetrol com investidores e analistas, a primeira após a companhia colombiana assumir o controle da junior oil brasileira, para detalhar os próximos passos para a Brava Energia.
Segundo analistas, a colombiana apresentou um plano de criação de valor. As metas de curto prazo, até o final de 2026, estarão concentradas no fortalecimento da estrutura de governança, sem mencionar planos de realizar mudanças – apenas afirmando que está avaliando oportunidades nesse tema.
A princípio, o plano é integrar a Brava ao ciclo de planejamento e reporte da Ecopetrol, respeitando os acionistas minoritários, que detêm 49% de participação, ao mesmo tempo em que alinha os planos de negócios e as decisões de alocação de capital.
As metas de médio prazo — de 2027 a 2030 — estarão concentradas na otimização do desempenho, aproveitando as capacidades operacionais da Ecopetrol, priorizando investimentos de acordo com retorno e risco e gerenciando ativamente a liquidez e a estrutura de capital.
Já as metas de longo prazo, a partir de 2030, consistem em crescimento disciplinado por meio do desenvolvimento da base de reservas existente, avanço do portfólio de exploração e avaliação de oportunidades de fusões e aquisições (M&A) ou desinvestimentos que agreguem valor.
A Ecopetrol também afirmou que valiando potenciais fusões com seus ativos existentes no Brasil para obter sinergias, mas sem nenhuma decisão tomada ainda.
Além disso, a controladora destacou que fechar o capital da Brava Energia não é uma possibilidade atualmente considerada, já que a administração da companhia está ‘confortável’ com a permanência da junior oil listada no Brasil.
No radar, a agência de classificação de risco Fitch elevou as notas de crédito em moedas estrangeira e local da Brava Energia de “BB-” para “BB” e a nota nacional de “AA-(bra)” para “AA+(bra)”, com perspectiva estável.
Na avaliação do BTG Pactual, os comentários da administração permaneceram relativamente preliminares, com poucos detalhes adicionais sobre o plano estratégico para a Brava e foco no curto prazo em integração e continuidade operacional.
Os analistas Daniel Guardiola, Álvaro Leyva e Juan Sanchez destacam que a nova controladora reiterou que a junior oil continuará operando de forma independente por enquanto.
“No curto prazo, a prioridade é uma integração disciplinada e a execução. No longo prazo, a questão central será transformar a base de reservas da Brava em geração sustentável de caixa”, afirma o trio, em relatório.
Mas, segundo eles, a governança continua sendo uma “importante incerteza”.
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