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Um templo subterrâneo foi escavado antes das pirâmides do Egito: hipogeu de Malta desce por câmaras talhadas na rocha

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Um templo subterrâneo foi escavado antes das pirâmides do Egito: hipogeu de Malta desce por câmaras talhadas na rocha

Explorando câmaras talhadas na rocha, o sítio arqueológico de Ħal Saflieni revela a engenharia avançada de civilizações anteriores aos faraós egípcios.

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Construído milhares de anos antes das tumbas dos faraós, o Hipogeu de Malta representa um dos maiores mistérios arquitetônicos do mundo antigo. Essa complexa estrutura funerária talhada na pedra calcária demonstra um nível surpreendente de sofisticação tecnológica pré-histórica.

O Hipogeu de Ħal Saflieni , localizado na ilha europeia, apresenta um sistema arquitetônico esculpido diretamente na rocha calcária sólida. Essa obra-prima iniciou seu desenvolvimento antes das famosas pirâmides, revelando uma engenharia de suporte estrutural incrivelmente sofisticada.

Durante a expansão, os construtores neolíticos utilizaram ferramentas rústicas de chifres e pedras para remover toneladas de entulho. Além disso, as escavações alcançaram 11 metros de profundidade, criando galerias entrelaçadas destinadas a cerimônias e depósitos mortuários.

O monumento subterrâneo divide-se em três níveis distintos, cada um representando uma fase cronológica de ocupação. O andar superior abriga depressões mais antigas, formadas por cavidades naturais que foram ligeiramente ampliadas pelos primeiros colonos da Ilha de Malta .

Por outro lado, os andares intermediários apresentam corredores cuidadosamente polidos e abóbadas intrincadas, refletindo o auge da habilidade técnica. Nesse contexto, o andar inferior abriga o “Santo dos Santos”, possuindo nichos simétricos e altares surpreendentemente bem esculpidos.

Um aspecto extremamente fascinante desse labirinto de calcário envolve o fenômeno acústico na Câmara do Oráculo. Pesquisas científicas recentes demonstraram que a concavidade específica dessa sala cria uma ressonância impressionante, amplificando as ondas sonoras vocais intensamente.

Consequentemente, cânticos de vozes masculinas e sons graves ecoam perfeitamente através de todo o complexo funerário. A organização UNESCO , dedicada à proteção de patrimônios globais, reconhece esse controle sonoro como notável evidência de avanço intelectual.

Arqueólogos recuperaram ossadas de milhares de indivíduos e artefatos variados, indicando o uso do espaço como sepulcro milenar. Ao mesmo tempo, a descoberta de esculturas femininas volumosas, conhecidas como Senhoras Adormecidas , reforça a teoria de práticas voltadas ao culto da fertilidade divina.

Dessa forma, os corpos encontrados junto a traços de pigmento ocre evidenciam um rito funerário padronizado. Portanto, a grandiosidade e o esforço monumental desse empreendimento confirmam que os habitantes originais constituíam uma comunidade pacífica, extremamente organizada e religiosamente coesa.

Apesar da durabilidade impressionante da rocha maciça, o microclima fechado do santuário é altamente vulnerável à simples respiração humana. O aumento contínuo do dióxido de carbono e a oscilação da umidade criam condições perfeitas para bolores e fungos destrutivos.

Nesse contexto, órgãos de preservação implementaram políticas rigorosas de visitação restrita, permitindo apenas dezenas de turistas por dia.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.

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