Você ficaria de fora dessa ação?
Michael Viriato escreve sobre como cuidar do seu dinheiro, poupar e planejar o futuro
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Ela domina uma das tecnologias mais promissoras do mundo. A adoção cresce em ritmo impressionante, milhões de consumidores aderem à novidade e o mercado potencial parece praticamente ilimitado. A empresa possui patentes importantes e está no centro dessa transformação.
Não é apenas uma promessa. A tecnologia já está mudando a vida das pessoas e transformando a maneira como elas recebem informação e entretenimento. Esta companhia é uma das grandes protagonistas dessa revolução.
Os investidores perceberam muito cedo. Em menos de 10 anos, suas ações saíram de pouco mais de US$ 1 e superaram US$ 110. Quem acreditou na empresa desde o início viu seu investimento se multiplicar por quase 100 vezes.
Seria natural imaginar que, depois de uma valorização dessa magnitude, o interesse diminuísse. Aconteceu o contrário. A qualidade da empresa, sua liderança tecnológica e a velocidade de adoção de seus produtos e serviços faziam parecer que o crescimento só estava começando.
A pergunta para muitos investidores já não era se valia a pena comprar. Era outra: valia a pena correr o risco de ficar de fora?
Você vê uma empresa liderando uma revolução tecnológica. A cada ano, mais pessoas adotam seus produtos. As perspectivas continuam melhorando e quem decidiu não comprar no passado assistiu à ação subir repetidamente. Enquanto isso, aqueles que acreditaram na empresa acumularam ganhos extraordinários.
Antes de responder, pense também em outra coisa: em qual empresa você pensou enquanto lia esses primeiros parágrafos?
Se algum nome atual veio à sua cabeça, esse era justamente o objetivo. Porque a combinação entre uma empresa excepcional e uma ação que não para de subir exerce uma força poderosa sobre nossas decisões.
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Depois de acompanhar uma valorização extraordinária, começamos a acreditar que ela contém uma informação que nós talvez ainda não tenhamos percebido. Se a ação continuar subindo, se a tecnologia continuar avançando e se a empresa continuar entregando resultados, ficar de fora começa a parecer mais arriscado do que entrar.
É aí que nossos vieses trabalham contra nós. Temos dificuldade de imaginar um futuro muito diferente do presente. Damos peso excessivo ao que aconteceu recentemente e projetamos para a frente tendências que acabamos de observar. Depois de alguns anos de crescimento extraordinário, começamos a tratar o extraordinário como normal.
Mas talvez o maior erro seja outro: confundir liderança atual com permanência.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Mercado.