Faraldo: Diniz entende DNA do Corinthians e urgência por resultados
O técnico Fernando Diniz abriu mão de parte das próprias convicções e montou um Corinthians mais pragmático e "preocupado em não tomar gol", porque entendeu o DNA do clube e a urgência por resultados, avaliou Lucas Faraldo na Live do Corinthians , do Canal UOL.
A leitura ganhou força após a classificação do Corinthians na Libertadores , com a vitória por 1 a 0 sobre o Rosario Central em Itaquera. Para Faraldo, o time aceitou ter menos a bola e buscou controlar riscos mesmo em casa, em um roteiro diferente do "dinizismo".
Eu vejo como positivo, de forma geral. É um bom início do Fernando Diniz no Corinthians. Surpreende porque imaginava, como a maioria dos trabalhos dele, aquela insistência de manter a posse de bola, de tentar sair jogando a todo custo. No Corinthians, ele parece abrir mão de algumas convicções. Parece ser um time muito mais preocupado em não tomar gol do que em construir.
Isso passa tanto pela identificação do perfil do clube. O Diniz entende o DNA do clube, a urgência por resultados e, talvez mais do que isso, o que ele tem em mãos. Lucas Faraldo
Na análise do comentarista, o começo do trabalho também precisa ser lido pelo que o técnico tem disponível. Faraldo citou uma sequência de problemas físicos e mudanças no elenco que, na visão dele, empurraram o time para um plano mais conservador.
Ele ainda não teve todas as peças. O Kayke, que é o menino que ele acha logo na primeira semana de trabalho, se machuca; Vitinho se machuca; o Labyad foi um grande achado dele, já encostado pelo Dorival. Ele ressuscita e se machuca; perde o Garro, que até tinha tido um bom começo com ele, já não está mais tão participativo em gols nesse segundo semestre. Lucas Faraldo
Faraldo também apontou que Diniz, ao contrário de outros técnicos, não foi a público cobrar reforços, mesmo com limitações impostas ao clube. Para ele, isso ajuda a explicar por que o treinador tenta "fazer o que pode com o que tem" neste início.
O Corinthians está com três transfer bans e o Diniz nunca veio a público cobrar reforços como o Dorival, por exemplo, cansou de fazer. São perfis diferentes. O Diniz parece entender melhor onde ele está e o que o clube pode oferecer a ele. Lucas Faraldo
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