Pré-natal odontológico prepara o bebê para a amamentação, dizem dentistas
Os cuidados para uma boa amamentação podem começar antes mesmo do nascimento do bebê.
O acompanhamento odontológico durante a gravidez ajuda a cuidar da saúde bucal da gestante e também permite orientar a família sobre fatores que podem interferir na amamentação após o parto.
Especialistas da Faculdade de Odontologia de Ribeirão Preto (FORP) da USP destacam que o chamado pré-natal odontológico pode ajudar a prevenir problemas bucais durante a gestação, esclarecer dúvidas e preparar a família para os cuidados com a boca do recém-nascido.
Apesar disso, a cirurgiã-dentista e pós-doutoranda Jackeline Gallo do Amaral afirma que ainda existem mitos que afastam gestantes dos consultórios.
Leia Mais Brunna Gonçalves desabafa sobre parar de amamentar filha com Ludmilla Agosto dourado: implante de silicone não interfere na amamentação Grávida: o que evitar na alimentação para proteger seu bebê sem exageros “O mito de que a gestante não pode passar por procedimentos odontológicos ou receber anestesia local, afasta muitas mulheres do consultório.
Superar essa visão distorcida é urgente.
O atendimento odontológico na gravidez é seguro, altamente recomendado e faz parte da carteira de serviços garantidos pela atenção primária à saúde no Sistema Único de Saúde (SUS) ”, afirma.
Por que cuidar dos dentes durante a gravidez? As alterações hormonais da gestação aumentam a vascularização da gengiva e podem tornar a mulher mais suscetível a problemas como gengivite e doenças periodontais.
Além de prevenir e tratar essas condições, o acompanhamento pode ser utilizado para orientar a família sobre hábitos relacionados à amamentação e à saúde bucal da criança nos primeiros anos de vida.
Após o parto, o cuidado odontológico passa a envolver também a avaliação da boca do bebê .
Uma das condições que podem ser identificadas é a anquiloglossia, popularmente conhecida como “língua presa” .
A alteração pode limitar os movimentos da língua e dificultar a pega durante a amamentação.
“Essa condição, por exemplo, pode restringir a mobilidade da língua, dificultando a pega correta, provocando dores e fissuras mamilares da mãe e levando à extração ineficiente do leite, fatores que figuram entre as principais causas do desmame precoce involuntário ”, explica Jackeline.
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