Exame usado em humanos poderá ajudar cães e gatos a emagrecerem com saúde
Não somos apenas nós, humanos, que estamos lutando contra a balança.
A obesidade é também uma questão de saúde comum nos consultórios veterinários.
Segundo editorial publicado em maio na Frontiers in Veterinary Science , cerca de 60% dos cães e gatos em todo o mundo convive com o excesso de peso — sobrepeso ou obesidade.
O diagnóstico é simples: faz parte da rotina veterinária pesar o animal a cada consulta e apalpá-lo para perceber onde estão os depósitos de gordura e se ele está perdendo massa muscular — sinal que pode ser um mau prognóstico para o pet.
“É a praxe, mas acaba sendo uma avaliação subjetiva, de certa forma”, avalia Laís Oyama Cotrim Lima, médica-veterinária e doutoranda da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo (FMVZ-USP).
Para determinar com mais precisão a distribuição da gordura e músculos em pets, Lima pesquisou, durante o seu mestrado, como um exame já consolidado na medicina humana pode ser aplicado aos cuidados com a saúde dos animais de estimação.
Planos para o futuro Chamado Dexa (sigla em inglês para a bsorciometria de raios X de dupla energia), o exame é uma espécie de raio-X que permite calcular a composição corporal do paciente.
Ou seja, ele mostra como a massa muscular, óssea e de gordura estão distribuídas pelo corpo.
Continua após a publicidade “Animais com o exato mesmo peso podem ter porcentagens muito diferentes de gordura e massa muscular , o que pode mudar como devemos encarar cada caso”, explicou Lima durante uma apresentação no congresso da Sociedade Europeia de Nutrição Veterinária e Comparativa (ESVCN), realizado em Nápoles nesta quarta-feira (16).
Na ocasião, a pesquisadora apresentou resultados do estudo pelo qual recebeu, em junho, o Prêmio de Melhor Estudante , concedido pela Associação Americana de Faculdades de Medicina Veterinária.
A pesquisa comparou a composição corporal de 10 gatos saudáveis com 10 gatos com doença renal crônica (DRC) em estágio inicial.
Apesar de não terem sido observadas diferenças substanciais entre os grupos, sabe-se que, com o avançar do problema nos rins, a tendência é que os pacientes evoluam com caquexia , ou seja, com perda de peso extrema e fraqueza muscular .
Continua após a publicidade “Nós temos, então, uma janela de oportunidade para evitar que esses gatos percam massa muscular, mesmo com a progressão da doença.
O caminho para isso, porém, ainda está em debate”, ressalta Lima, mestre em nutrição veterinária.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em saude.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja Saúde.