Avaí sofre, ajusta e vira o jogo: o banco fez a diferença contra o Sport
Com mudanças que deram mais presença ao meio e agressividade ao ataque, Avaí superou o Sport, virou nos acréscimos e deixou o Z-4 com uma atuação baseada mais na eficiência do que na posse de bola
Avaí venceu o Sport, de virada por 2 a 1 na Ressacada, e de quebra, saiu da zona de rebaixamento. Os times fizeram um jogo que cresceu muito no segundo tempo, depois de uma etapa inicial marcada pela intensidade, muita disputa e pouca inspiração.
O time catarinense começou tentando explorar os lados do campo. Pela esquerda, com William Fernando e Léo Chú, enquanto João Vitor e Thayllon buscavam o jogo pela direita. Com Luiz Henrique e Paulo Vítor mais centralizados, o Leão catarinense pouco conseguiu construir pelo meio e acabou apostando na velocidade pelos corredores.
Mesmo assim, a melhor oportunidade do primeiro tempo foi do Leão. Na pressão sobre a saída do Sport, Thayllon roubou a bola e deixou Léo Chú em excelente condição para marcar, mas o atacante desperdiçou uma chance que não poderia escapar. Defensivamente, porém, o time Azurra mostrou segurança. A formação com três zagueiros e os dois laterais compondo uma linha de cinco dificultou bastante a construção ofensiva do adversário.
A entrada de Jean Lucas no lugar de Léo Chú trouxe uma mudança importante. O time azul e branco ganhou mais presença no meio-campo, melhorou a aproximação com os atacantes e passou a ter mais opções para sair da pressão. O problema é que, justamente quando parecia mais organizado, sofreu o gol.
O Sport encontrou espaço nas costas do lado direito da defesa e, no rebote da jogada, o uruguaio Diego Hernández acertou um belo chute. Houve falha defensiva, principalmente pela falta de bloqueio no momento decisivo.
O Avaí, no entanto, não perdeu a postura . Continuou tentando acelerar o jogo nos contra-ataques e encontrou o empate em uma cobrança de escanteio. A comissão técnica Azurra percebeu que era hora de arriscar mais e lançou os atacantes Cipriano e Léo Gamalho, deixando o time mais agressivo no ataque.
A aposta funcionou. E, mais uma vez, o Avaí mostrou uma característica que vem se repetindo: as substituições conseguem mudar o comportamento da equipe e aumentar sua força na reta final. Já nos acréscimos, apareceu finalmente Léo Gamalho, concluindo a jogada construída por Cipriano pela direita.
Foi mais uma vitória de virada, daquelas que têm peso ainda maior pela situação na tabela. O Avaí deixa o Z-4, ganha confiança e confirma que, mesmo sem fazer uma partida brilhante, encontrou nos ajustes durante o jogo uma arma importante para sobreviver na Série B. Ainda há muito a corrigir, mas os três pontos mostram que o time encontrou um caminho para reagir quando a partida parece escapar.
A vitória do Avaí por 2 a 1 sobre o Sport, pela 23ª rodada da Série B, foi sustentada por números que mostram uma equipe mais eficiente. Mesmo com apenas 38% de posse, contra 62% do adversário, o Leão finalizou 19 vezes, contra 13, e criou quatro grandes chances, enquanto o Sport não teve nenhuma.
O Sport trocou 597 passes, contra 342 do time Azurra, mas teve dificuldade para transformar posse em perigo.
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