Congresso concentra votações antes da eleição; veja o que está em jogo para Lula
O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entra nesta semana em uma das últimas janelas para avançar sua agenda no Congresso antes das eleições.
Dez propostas consideradas prioritárias saíram da inércia após uma reaproximação do Planalto com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), e da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB).
Quando serão os debates presidenciais de 2026? Veja o calendário completo A lista reúne seis medidas provisórias, duas propostas de emenda à Constituição e dois projetos de lei.
Pelo menos cinco textos podem ser analisados entre esta segunda-feira (31) e sexta-feira (4), durante o segundo esforço concentrado do Congresso.
A pressão sobre o calendário é eleitoral.
Deputados e senadores passam a dedicar cada vez mais tempo às campanhas nos estados, reduzindo a presença em Brasília.
Projetos que não avançarem agora correm maior risco de ficar para depois das eleições.
6×1 coloca governo e oposição em disputa Entre as propostas com maior peso político está a PEC que reduz de 44 para 40 horas a jornada máxima semanal e estabelece dois dias de descanso remunerado.
Aprovado pela Câmara em maio, o texto passou meses sem avançar no Senado.
Alcolumbre encaminhou a proposta à Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) em agosto, e o relator, Omar Aziz (PSD-AM), apresentou parecer favorável ao texto aprovado pelos deputados.
O que os candidatos à Presidência dizem sobre o fim da escala 6×1 O governo tenta aproveitar a reta final da campanha para avançar uma proposta com forte apelo entre trabalhadores.
A oposição busca retardar a votação em plenário e evitar que o tema produza desgaste eleitoral junto a setores empresariais contrários à mudança.
A disputa pelo calendário, portanto, também define quem poderá explorar politicamente o tema antes da votação de outubro.
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