'Pilili' foi criado em uma tarde e nunca foi mudado; conheça a história do som mais famoso das eleições brasileiras
De onde veio o 'pilili'? Criador da urna eletrônica explica escolha do som O projeto de criação da urna eletrônica estava quase sendo finalizado em 1996, há 30 anos, antes das eleições municipais daquele ano.
Mas ainda faltava uma etapa: incluir um sinal claro que avisasse o eleitor que o processo foi concluído e seu voto computado.
“O lance do som, nos meados dos anos 1990, é que os equipamentos não tinham muita funcionalidade.
O som que se podia emitir eram ‘beeps’.
As placas mães não tinham funcionalidade multimídia”, explica Giuseppe Janino, de Canoas, ex-secretário de tecnologia da informação do TSE e um dos autores do projeto da urna eletrônica brasileira. 📲 Acesse o canal do g1 RS no WhatsApp A equipe de quatro engenheiros do Tribunal Superior Eleitoral, mais Janino, se reuniu em uma tarde para definir como este aviso seria dado.
A escolha foi feita neste encontro decisivo em São Paulo, em 1966, onde as primeiras urnas eram produzidas.
A equipe técnica avaliou diversas opções sonoras apresentadas pelo fabricante.
“A gente definiu que tinha que ser um som diferenciado.
Foram algumas opções, algumas sequências, fizemos vários testes e chegamos àquele resultado”, conta.
O som é composto de uma funcionalidade simples.
São ‘beeps’ em sequências que formam o barulho da urna que, hoje, já se tornou o símbolo sonoro do processo eleitoral brasileiro.
“Entrou na cultura do eleitor e do mesário, virou uma questão cultural”, define Janino.
Infográfico - 'Pilili': o barulho que virou símbolo das eleições do Brasil Arte/g1 O voto eletrônico e a democracia Para Giuseppe Janino, a modalidade eletrônica de votação amplia a democracia, sendo acessível em usabilidades que o voto de papel não era.
“(A urna) funciona sem energia elétrica.
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