Evolução do empréstimo com garantia de imóvel como motor de crescimento
CURITIBA - O empréstimo com garantia de imóvel, também conhecido como home equity, vive um momento de transformação no Brasil.
Se antes era visto como alternativa extrema, hoje ganha espaço como ferramenta sofisticada de planejamento financeiro, reestruturação de passivos e alavancagem patrimonial.
Em um cenário de juros elevados e maior seletividade no crédito, o produto deixou de ser coadjuvante para assumir papel central na dinâmica do sistema financeiro.
Mesmo com a perspectiva do Banco Central do Brasil de conduzir a taxa básica para níveis próximos aos do fim de 2024, as projeções indicam uma SELIC ainda superior a 12% ao ano em 2026, patamar historicamente elevado.
Em ambientes assim, o consumidor tende a buscar alternativas mais baratas e estruturadas.
A combinação de juros ainda elevados e maior capilaridade do produto sugere que 2026 pode repetir, ou até superar, o ritmo de expansão do ano anterior.
O empréstimo com garantia se beneficia justamente da diferença estrutural de custo: ao envolver uma garantia real, o risco diminui e as taxas acompanham essa redução.
Marco Legal das Garantias e remodelagem do mercado Outro vetor importante de evolução é o regulatório.
A agenda conjunta do Banco Central com o Legislativo para o aprimoramento do Marco Legal das Garantias tem potencial de redesenhar o mercado.
A possibilidade de utilizar o mesmo imóvel como lastro em múltiplas operações amplia a liquidez de ativos antes “imobilizados”.
Essa modernização traz três impactos principais: a ampliação do potencial de crédito ao descongelar ativos antes imobilizados por operações antigas; a consolidação dos modelos de recuperação de crédito via procedimentos extrajudiciais, possível desde 1997 na alienação fiduciária e, a partir de agora, também nas hipotecas: e a diminuição dos custos de originação com maior diluição das despesas fixas.
O paralelo histórico é claro: assim como a consolidação das garantias imobiliárias impulsionou o financiamento habitacional há duas décadas, o aprimoramento das regras pode fazer do empréstimo com garantia de imóvel um novo eixo de crescimento do crédito estruturado no país.
Mudança cultural: do medo à estratégia Por muito tempo, o conceito de “imóvel de família” carregou forte peso cultural e jurídico, reforçando a ideia de que usar a casa como garantia seria um “último recurso”.
Hoje, essa percepção já mudou.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Paraná.